Fotografia de Renato Russo estampa novo selo dos Correios

Clicada por Ricardo Junqueira, imagem foi registrada num show em Brasília, há 33 anos

Ricardo Junqueira/Divulgação

atualizado 11/04/2019 19:51

Uma imagem de Renato Russo, icônico roqueiro e líder da Legião Urbana, já circula por todo o Brasil, estampando um dos novos selos dos Correios. Com tiragem de 70 mil unidades e disponível para compra no site oficial da agência, a impressão registra o músico durante um show na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, em Brasília, no ano de 1986, e um trecho da música Vinte e Nove.

Ricardo Junqueira, autor do clique, foi procurado por Giuliano Manfredini, filho de Renato, para concretizar o projeto, aprovado após votação da Comissão Filatélica Nacional e Homologação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Correios/Divulgação

O potiguar conta que, à época, o show foi um dos primeiros com boas condições de som e luz. Ou seja, mui apropriado para as lentes dos fotógrafos profissionais. “Fiquei bastante feliz”, diz Junqueira, que hoje mora em Portugal. Além de acompanhar a Legião Urbana nos palcos, ele também assinou a capa do disco Que País É Este (1987).

“Apesar de já não ser como antigamente, um selo é algo que é muito precioso. E acho que nenhum fotógrafo faz uma foto imaginando que um dia ela pode estar por aí, pelas cartas ou em alguma coleção”, continua. A imagem de Renato no auge da carreira flagra o Brasil no fim da ditadura e a poucos anos da redemocratização.

“É emblemático o fato de ter havido um show punk no Teatro Nacional naquele momento. Apesar disso, nós, que vivíamos em Brasília nesta época, tínhamos a sensação que a cidade era nossa, e fazíamos o nosso trabalho sem pensar muito nas limitações que poderia haver. A censura ainda era presente, e a qualquer momento a polícia podia vir em cima de você só porque o seu cabelo era diferente”, relembra.

Ao lado do amigo e também fotógrafo Nicolau El-moor, Junqueira, de 54 anos, documentou com vigor a ebulição cultural de Brasília nos anos 1980. Naquela década, os dois comandavam a agência Pós-New, nomeada em alusão aos termos que acompanhavam os então novos gêneros roqueiros. “Temos um grande acervo, que logo, logo vai ser mostrado”, adianta.

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