Mexicanos protestam após envio de obras de Frida Kahlo para a Espanha
A transferência do acervo de Frida Kahlo para a Espanha faz parte de um acordo entre o proprietário mexicano e um banco
atualizado
Compartilhar notícia

A elite cultural do México iniciou uma onda de protestos após o anúncio da transferência de um acervo de obras de Frida Kahlo para a Espanha. As peças devem deixar o país em julho, como parte de um acordo entre o proprietário mexicano, da família Zambrano, e um banco, que ficará responsável pela administração da coleção enquanto estiver no exterior.
Para os mexicanos, a medida priva o país de um tesouro artístico e viola as normas de patrimônio cultural que proíbem a saída de obras importantes do país por longos períodos. As informações são do New York Times.
Cerca de 380 acadêmicos, artistas e outras figuras da cultura mexicana assinaram uma carta, em março, cobrando explicações da presidente Claudia Sheinbaum sobre a autorização para que as obras deixem o país. O grupo também apelou a museus da Noruega, Suíça e Alemanha — que têm exposições de Frida Kahlo programadas — para que se “solidarizem” na defesa dos direitos dos mexicanos.
“Toda uma geração no México foi privada da presença pública permanente que os proprietários originais idealizaram para esta coleção”, escreveu o grupo em uma das cartas, publicada na plataforma de arte e-flux.
Governo se manifesta sobre transferência de obras de Frida Kahlo
Durante uma coletiva de imprensa realizada na última segunda-feira (6/4), Sheinbaum defendeu o acordo e afirmou que as autoridades estão cumprindo a lei.
Após forte pressão pública, o governo tentou tranquilizar a população, garantindo que a coleção não ficará indisponível por muito tempo. A instituição garantiu que as obras de Frida Kahlo devem retornar ao México até 2028.
Pelo acordo, a exibição das peças em um museu no norte da Espanha está prevista para começar em junho. A coleção será apresentada ao lado de cerca de mil obras pertencentes ao acervo da Fundação Santander.






