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Artes Plásticas

Gestor de Wall Street paga US$ 500 milhões por dois quadros

Recorde no mundo dos negócios de artes, as telas arrematadas por Kenneth Griffin foram pintadas pelos artistas Jackson Pollock e Willen de Kooning

19/02/2016 11:22, atualizado 19/02/2016 12:01
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Gestor de Wall Street paga US$ 500 milhões por dois quadros

Dois quadros expostos no Instituto de Arte de Chicago (EUA) foram protagonistas da maior compra de obras-primas já ocorrida no mundo. As telas “Interchange” (foto em destaque), feita por Willen de Kooning, e “Number 17A”, de Jackson Pollock, foram adquiras por US$ 500 milhões por Kenneth Griffin, gestor de fundos em Wall Street – principal centro financeiro dos Estados Unidos. A compra foi realizada em meados de outubro de 2015, mas os valores só foram revelados nesta quinta-feira (19/2) pela CNBC.

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“Number 17A”, de Jackson Pollock

Ambas as obras pertenciam à Fundação David Geffen e foram compradas pelo magnata por meio de uma negociação privada. A pintura de Kooning custou US$ 300 milhões, o mesmo valor do quadro “Nafea faa ipoipo”, de Paul Gauguin. Vendida em fevereiro de 2015, a tela do francês era, até o momento, a mais cara da história das artes.

Griffin possui, atualmente, uma fortuna de US$ 7,4 bilhões. Em setembro no ano passado, ele realizou uma das maiores operações imobiliárias em Nova York ao comprar por US$ 200 milhões dois arranha-céus localizados em frente ao Central Park. O gestor de fundos também é conhecido por ser um grande investidor nas artes. Porém, ao invés de comprar quadros para pendurar nas paredes de sua casa ou de seu escritório, Griffin doa as peças às instituições culturais e ainda ajuda na manutenção dos espaços. Só em dezembro de 2015, o magnata foi responsável por doar US$ 40 milhões ao Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa).

Há dois fatos curiosos sobre o acontecimento. A compra de Griffin foi realizada no mesmo período em que Liu Yiqian arrematava o “Nu couché”, de Amedeo Modigliani, por US$ 170 milhões em leilão promovido pela Christie’s. A obra foi considerada a segunda mais cara de todo o mundo. Outra curiosidade é que, em 1955, a tela “Interchange” havia sido comprada pelo colecionador japonês Shigeki Kameyama por US$ 20 milhões em um leilão da Sotheby’s, até então um recorde no mercado das artes.

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