Como os animes romperam a bolha e viraram fenômeno no Brasil

Os anime vem cada vez mais conquistando espaço entre os fãs da cultura pop

atualizado

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Imagem colorida de um boneco de de ação do Goku de Dragon Ball - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de um boneco de de ação do Goku de Dragon Ball - Metrópoles - Foto: Elena Aquila/Pacific Press/LightRocket via Getty Images

São Paulo — Dos tempos em que ocupavam as manhãs na TV aberta ao consumo massivo nas plataformas de streaming, os animes deixaram para trás a imagem de produto restrito a grupos específicos e hoje figuram entre os títulos mais assistidos pelos fãs de cultura pop.

O engajamento também mudou. Para esse público, assistir não é suficiente: as séries geram debates entre amigos, incentivam coleções temáticas e movimentam grandes eventos, onde cosplayers lotam arenas e disputam espaço para ver de perto seus dubladores favoritos.

O sucesso no Brasil, porém, não é recente. Desde os anos 1990 e 2000, títulos como Dragon Ball e Naruto formaram gerações de fãs, que seguem consumindo novos conteúdos — dos animes de ação aos romances e produções voltadas ao público infantil.

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Personagens de Naruto em um palco para fãs tirarem fotos
Boneco de de ação do Goku de Dragon Ball
Luffy, de One Piece. foi um balão no 99º Desfile do Dia de Ação de Graças da Macy's em 2025
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Luffy, de One Piece. foi um balão no 99º Desfile do Dia de Ação de Graças da Macy's em 2025

Eugene Gologursky/Getty Images para Macy's, Inc.
Personagens de Naruto em um palco para fãs tirarem fotos
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Personagens de Naruto em um palco para fãs tirarem fotos

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Boneco de de ação do Goku de Dragon Ball
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Boneco de de ação do Goku de Dragon Ball

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Para Rodrigo Bravo, professor de Linguagens da ESPM, o consumo de animes no Brasil é um fenômeno “que já deixou de ser episódico e se tornou estrutural”. Segundo ele, o país passou de uma cultura guiada pelo “acaso televisivo” e por “comunidades semiclandestinas”, como os fóruns de fansubs, para um cenário em que os animes estão plenamente integrados, impulsionados pelo streaming e pela mídia digital.

A ampliação do catálogo de animes em serviços de streaming — como a Crunchyroll, focada no gênero, e a própria Netflix — tornou essas produções muito mais acessíveis ao público brasileiro, o que também contribuiu para aumentar sua presença no entretenimento.

“É comum encontrar pessoas que nunca se consideraram consumidoras de anime mas que sabem quem é Luffy [de One Piece] ou que já viram algum episódio de Demon Slayer e reconhecem a estética dos cabelos coloridos e possuem referências dispersas de obras variadas”, pontuou Rodrigo.
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Cena de One Piece da Netflix
Cena de Demon Slayer - Castelo Infinito
Luffy de One Piece usando a camisa dos Lakers
Cena de Demon Slayer - Castelo Infinito
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Cena de Demon Slayer - Castelo Infinito

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Cena de One Piece da Netflix
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Cena de One Piece da Netflix

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Cena de Demon Slayer - Castelo Infinito

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Luffy de One Piece usando a camisa dos Lakers
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Luffy de One Piece usando a camisa dos Lakers

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Cena de Demon Slayer - Castelo Infinito

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O consumo de animes no Brasil

Dados divulgados pela empresa de pesquisa National Research Group (NRG) sobre o consumo de animes apontam que esse tipo de conteúdo é assistido semanalmente por 59,8% dos brasileiros. O país se tornou também o que mais consome animes fora de mercados tradicionais como a China e o Japão, que popularizou essas produções.

Para Roberta Fraissat, diretora de Marketing da Crunchyroll na América Latina, um dos principais elementos do consumo dos brasileiros com esse tipo de conteúdo é a busca por algo novo nas redes sociais. Além disso, ela destaca que as histórias dos animes conseguem atingir públicos de diferentes idades.

“Essa relação de boas histórias é que conecta emocionalmente, independente da idade, independente do gênero. Então, acho que isso é o que hoje as pessoas estão buscando: boas histórias para se entreterem”, pontua.
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Estande da Crunchyroll na CCXP25
Crunchyroll teve painel exclusivo na CCXP25
Crunchyroll fez grande encontro de dubladores brasileiros em painel na CCXP25
Nyvi Estephan apresentou o painel da Crunchyroll na CCXP25
Area de Encontro de fãs da Crunchyroll na edição de 2025 da CCXP
Roberta Fraissat, diretora de Marketing da Crunchyroll na América Latina
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Roberta Fraissat, diretora de Marketing da Crunchyroll na América Latina

Alemão Silva/Crunchyroll
Estande da Crunchyroll na CCXP25
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Estande da Crunchyroll na CCXP25

Fabio Piva/ Crunchyroll
Crunchyroll teve painel exclusivo na CCXP25
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Crunchyroll teve painel exclusivo na CCXP25

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Crunchyroll fez grande encontro de dubladores brasileiros em painel na CCXP25
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Crunchyroll fez grande encontro de dubladores brasileiros em painel na CCXP25

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Nyvi Estephan apresentou o painel da Crunchyroll na CCXP25
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Nyvi Estephan apresentou o painel da Crunchyroll na CCXP25

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Area de Encontro de fãs da Crunchyroll na edição de 2025 da CCXP
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Area de Encontro de fãs da Crunchyroll na edição de 2025 da CCXP

Fabio Piva/ Crunchyroll

Quem é o público e o que eles gostam de consumir

Dados da NRG mostram que 54% da geração X e 51% dos millennials assistem a animes há mais de dez anos. O público mais jovem também está totalmente inserido nesse universo: 52% da geração Z no mundo dizem “amar” ou “gostar” de anime.

Os motivos que mais atraem o público são a qualidade da animação (37%), os personagens e relações envolventes (35%) e as histórias criativas das séries (34%).

O fenômeno, porém, não se limita à tela. O mercado enxerga os fãs como um público fiel e altamente engajado, especialmente no consumo de produtos relacionados às obras que acompanham.

A pesquisa Geek Power 2024 indica que 68% dos fãs consideram importante cultivar sua paixão por animes, 66% compram peças de vestuário inspiradas nas séries, 62% investem em figures e colecionáveis e 52% participam de eventos temáticos.

No varejo, o impacto é evidente, segundo William Pinheiro, head da FANLAB. “A base de fãs é muito fiel. Quando veem um produto de One Piece ou Demon Slayer, eles ficam malucos para comprar. Eles gostam de consumir e se sentem conectados às histórias de uma forma muito mais intensa do que outros fãs da cultura pop”, afirma.

*A repórter viajou para a São Paulo a convite da Crunchyroll.

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