Rússia acusa longa vencedor do Oscar de filmar menores sem autorização
Um Zé Ninguém Contra Putin, que critica a doutrinação nas escolas russas, venceu o Oscar de Melhor Documentário
atualizado
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O governo russo reagiu pela primeira vez ao documentário Um Zé Ninguém Contra Putin, vencedor do Oscar de Melhor Documentário no último domingo (15/3). O Comitê de Direitos Humanos da Rússia acusou o filme de exibir crianças sem autorização dos pais.
A produção foi codirigida por Pavel Talankin, que também atuava como professor e registrou as imagens em uma escola na cidade de Karabakh, nos Montes Urais. O longa aborda a intensificação da doutrinação de estudantes desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022.
Segundo o órgão estatal, o material exibido deveria servir como um “registro interno das atividades escolares para uso educacional”, mas acabou sendo utilizado com fins comerciais. Talankin deixou o país em 2024 levando as gravações.
Além de afirmar que “imagens de menores foram utilizadas sem a obtenção do consentimento de seus pais no filme”, o comitê informou que enviou um pedido à Academia responsável pelo Oscar e ao diretor-geral da Unesco para que “examine se esta obra está em conformidade com os padrões éticos e legais aplicados pela Academia na concessão de seus prêmios”.
Até o momento, o Kremlin evitou comentar diretamente o documentário. “Não assisti a esse filme”, disse o porta-voz de Vladimir Putin, Dmitri Peskov, na segunda-feira.






