Romano investiga o milagre de Jesus Cristo em “Ressurreição”
Já em clima de Páscoa, drama bíblico narra a saga de um cético centurião romano (Joseph Fiennes) que tenta esclarecer o que aconteceu com o Messias após a crucificação
atualizado
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A história do filme do diretor Kevin Reynolds (“O Conde de Monte Cristo”, 2002) é bem conhecida. Em Jerusalém, um homem considerado o Messias judeu é crucificado. Três dias depois, Jesus de Nazaré (Cliff Curtis) ressuscita e um centurião romano agnóstico e cético (Joseph Fiennes) é designado por Pôncio Pilatos a investigar o fato. Quando o centurião Clavius encontra Jesus ressuscitado e passa a presenciar os milagres operados por ele, as dúvidas do militar desaparecem gradativamente.
“Ressurreição” é um filme para cristãos. Para quem crê, a emoção é certa. Já para aqueles que creem (ou não) em outras religiões e doutrinas, a produção pode soar demasiadamente doutrinadora.
Alguns acharam interessante que o longa tenha como referência o ponto de vista de ateu, mas isso não é nenhum um pouco revolucionário. Nada mais convincente do que mostrar a transformação de um personagem descrente para um homem de fé em Jesus.
O grande desafio e provocação é fazer uma leitura mais profunda de “Ressurreição”. Jesus nasceu pobre e chocou aqueles que esperavam o Messias como um Rei guerreiro, porém com características muito humanas. Ele chegou falando de amor, da importância de respeitar o próximo e da tolerância como pedra fundamental para uma harmonia verdadeiramente cristã.
Um dos países mais cristãos do mundo, o Brasil não tem seguido à risca as palavras Dele. O ódio motivado pela religião é um problema crescente e ainda sem a punição devida. Por isso, de nada adianta ir aos cultos, missas e assistir a uma produção como essa e continuar derramando raiva e maldizeres para adeptos do candomblé, da umbanda, homossexuais e transsexuais. Se Jesus morreu na cruz, foi por todos. Sem exceção.
Avaliação: Regular
Veja horários e salas de “Ressurreição”.
