Padilha diz que “Tropa de Elite” fugiu do “estereótipo marxista”
O filme ganhou o Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2008 e ganhou uma continuação em 2010,
atualizado
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Em 2017 completa 10 anos que foi lançado o filme “Tropa de Elite”, uma verdadeira febre do cinema nacional. Além de ser um fenômeno de venda entre os DVDs piratas, o longa arrastou mais de 2,4 milhões de pessoas às salas de cinema.
Para o diretor de “Tropa de Elite”, José Padilha, o sucesso se deve ao fato de o filme fugir do “esteriótipo marxista do cinema nacional”. Em entrevista ao portal Omelete, o cineasta afirmou que o comum é colocar um herói excluído pelo sistema capitalista como protagonista dos longas. Ele teria feito o contrário ao trazer à tona o anti-herói Capitão Nascimento (Wagner Moura).
O “Tropa” quebrou este paradigma e elegeu um policial particularmente violento como personagem principal. E mais, tentou explicar a lógica por trás do comportamento desse militar, enquanto mostrava as violências e atrocidades que ele cometida contra os excluídos
José Padilha
Para o diretor do longa, ao ignorar “a tradicional patrulha de esquerda”, o “Tropa de Elite” abriu um “campo temático novo”. “No entanto, nunca foi um filme de direita. Tanto assim que alguns ícones da esquerda, como (o diretor franco-grego) Costa-Gravas, abraçaram o filme”, afirmou.
O filme ganhou o Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2008 e ganhou uma continuação, em 2010, chamada “Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro”. A sequência também se transformou em um grande sucesso, contabilizando mais de 11 milhões de ingressos vendidos – número que perde somente para “Os Dez Mandamentos – O Filme” (2016).O diretor trabalhou em Hollywood com o filme RoboCop (2014) e com a Netflix pela série “Narcos” (2015). Atualmente, José Padilha trabalha no longa “Entebbe”, que tem como trama central o sequestro de um avião e a luta entre Israel e Palestina.
