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Oito Mulheres e um Segredo, spin-off feminino da trilogia Onze Homens e um Segredo, tenta reviver a classe e o charme da franquia sobre criminosos extravagantes. O longa tem direção de Gary Ross, do primeiro Jogos Vorazes (2012), e estreia nos cinemas nesta quinta (7/6).

Desta vez, Debbie Ocean (Sandra Bullock), irmã de Danny (George Clooney), reúne uma equipe de mentes brilhantes para aplicar um golpe inédito no prestigiado Met Gala. Ela passou alguns anos matutando um plano perfeito.

 

Juntam-se a ela Lou (Cate Blanchett), Rose (Helena Bonham Carter), Nine Ball (Rihanna), Tammy (Sarah Paulson), Constance (Awkwafina) e Amita (Mindy Kaling). O alvo das bandidas é o colar que será usado pela celebridade Daphne Kluger (Anne Hathaway) no desfile. Se tudo der certo, em algumas semanas cada uma das oito ladras verá US$ 16,5 milhões na conta bancária.

Franquias femininas
Nos anos 2000, o diretor Steven Soderbergh (Sexo, Mentiras e Videotape; Erin Brockovich; e Traffic) modernizou o filme de 1960, estrelado por astros do chamado Rat Pac (grupo de entertainers de Las Vegas), como Frank Sinatra, Dean Martin e Sammy Davis Jr.

George Clooney, Matt Damon, Brad Pitt e Andy Garcia lideraram as tramas de Onze Homens e um Segredo (2001), Doze Homens e Outro Segredo (2004) e Treze Homens e um Novo Segredo (2007). A trilogia rendeu um total de US$ 1,12 bilhão nas bilheterias mundiais, mas as sequências arrecadaram menos do que o primeiro longa.

A ideia de arejar franquias com elencos femininos não vem de hoje. Faltam, porém, mais diretoras no comando dessas produções de grande orçamento. Mad Max: Estrada da Fúria (2015) tornou-se um marco no cinema de ação ao introduzir Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) e ideias feministas a uma história adormecida há décadas.

O mais recente Caça-Fantasmas (2016) apostou num reboot com direito a uma esperta inversão de papéis – Chris Hemsworth interpreta um secretário bonitão, mas sonso e tapado. Na guerra das editoras de gibis Marvel e DC, cada uma passou a dar mais atenção às super-heroínas: Capitã Marvel chega em 14 de março de 2019, enquanto Mulher-Maravilha fez sucesso e garantiu sequência para 2019.

Outras sagas tradicionais também abriram espaço para personagens femininas. Star Wars renovou seu leque de justiceiros galácticos com Rey, a predestinada personagem de Daisy Ridley, protagonista de O Despertar da Força (2015), Os Últimos Jedi (2017) e do futuro Episódio XI (19 de dezembro de 2019).

Jedi ainda trouxe pelo menos mais duas figuras marcantes – a vice-almirante Holdo (Laura Dern) e Rose Tico (Kelly Marie Tran) –, enquanto o spin-off Rogue One (2016) mostrou a bravura da órfã Jyn Erso (Felicity Jones). Ainda no espaço sideral, a nova série de Star Trek, Discovery, disponível na Netflix, se passa antes das missões da Enterprise e narra as expedições da oficial Michael Burnham (Sonequa Martin-Green).

 

 

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