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Cinema

Netflix: 3 motivos para ver Rolling Thunder Revue, doc sobre Bob Dylan

Entre depoimentos, registros de shows e história oral, filme volta aos anos 1970 para narrar a caravana do roqueiro ao lado de amigos

17/06/2019 05:30
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Netflix/Divulgação
Netflix: 3 motivos para ver Rolling Thunder Revue, doc sobre Bob Dylan

Enquanto The Irishman não ganha data de estreia, Martin Scorsese dá um tempo em suas histórias de mafiosos e homens hediondos para lançar na Netflix um novo documentário sobre Bob Dylan, de quem é obviamente fã devoto. A começar pelo título, o documentário Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story by Martin Scorsese reforça o magnetismo desse reencontro. Trata-se de um passeio poético pela icônica turnê do trovador folk entre 1975 e 1976 guiado pelo olhar febril de um cineasta que também viveu intensamente os anos 1970.

Para quem não sabe, Scorsese é um baita documentarista. Seu trabalho de não ficção talvez mais aclamado seja justamente No Direction Home (2005), no qual o cineasta perfila as metamorfoses de Dylan entre 1961 e 1966, de jovem salvador do folk a rockstar universal.

Rolling Thunder Revue avança no tempo e encontra um Dylan ainda rejuvenescido e à guisa de revoluções. O período era deveras conturbado: Estados Unidos em crise política e econômica, ressaca social pós-Guerra do Vietnã e juventude algo desencantada quanto ao futuro.

Ele se junta a uma porção de artistas, como Joan Baez, Joni Mitchell, Ramblin’ Jack Elliott e o poeta Allen Ginsberg, para uma caravana poética programada sobretudo para visitar cidades de médio e pequeno porte. Como bem define o dramaturgo, escritor e amigo Sam Shepard no filme, aquela turma no palco “era uma entidade”, sem estrelato individual.

Três razões para ver Rolling Thunder Revue:

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Ele tem 78 anos
<b>Joga luz no repertório de gravações ao vivo de Dylan</b>. O período narrado em Rolling Thunder representa uma época em que Dylan havia retomado o gosto por se apresentar ao vivo. Em 1974, interrompera um hiato de oito anos sem turnês ao viajar com a The Band.  A discografia dessa época revelou Blood on the Tracks (1975), um dos mais cultuados e populares álbuns do trovador, The Basement Tapes (1975), tardio e valioso registro de estúdio sessentista ao lado da The Band, e Desire (1976), disco que trouxe a faixa Hurricane. Para mergulhar nesse período, vale ouvir <a href="https://open.spotify.com/album/7I8ARvRuRzDghzsItBARZK" target="_blank">a trilha</a> que acompanhou o lançamento do filme e, sobretudo, <a href="https://open.spotify.com/album/5CaLbGDGFhuhPKdxOokHmK" target="_blank">o quinto volume das Bootleg Series</a>, álbum duplo que registra boa parte da caravana, e o ao vivo <a href="https://open.spotify.com/album/4HQwhbXHJC9FK7H6bVU8WR" target="_blank">Hard Rain (1976)</a>, focado na segunda metade da turnê
<b>Imagens de arquivo tratadas de um jeito incomum</b>. Rolling Thunder Revue, na superfície, parece um documentário comum: soma imagens de arquivo a "cabeças falantes" – entrevistas com os envolvidos. Na verdade, Scorsese adicionou uma pimentinha à mistura. Ao diretor, não interessa uma narrativa cronológica e didática, mas um novelo de imagens de shows e depoimentos que nem sempre dizem a "verdade". A ideia parece ser replicar o espírito poético, circense e inventivo da própria excursão. Exemplos: Sharon Stone interpreta uma versão ficcional dela própria, uma jovem de 19 que teria ajudado nos figurinos, flertado com Dylan nos bastidores e preconizado que se tornaria uma estrela de cinema; e Martin Von Haselberg encarna o falso cineasta Stefan Van Dorp, que teria gravado em detalhes a Rolling Thunder – quando, pelo contrário, o próprio Dylan concebeu um filme (Renaldo and Clara) sobre a turnê ao lado do escritor e ator Sam Shepard
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Imagens de arquivo tratadas de um jeito incomum. Rolling Thunder Revue, na superfície, parece um documentário comum: soma imagens de arquivo a "cabeças falantes" – entrevistas com os envolvidos. Na verdade, Scorsese adicionou uma pimentinha à mistura. Ao diretor, não interessa uma narrativa cronológica e didática, mas um novelo de imagens de shows e depoimentos que nem sempre dizem a "verdade". A ideia parece ser replicar o espírito poético, circense e inventivo da própria excursão. Exemplos: Sharon Stone interpreta uma versão ficcional dela própria, uma jovem de 19 que teria ajudado nos figurinos, flertado com Dylan nos bastidores e preconizado que se tornaria uma estrela de cinema; e Martin Von Haselberg encarna o falso cineasta Stefan Van Dorp, que teria gravado em detalhes a Rolling Thunder – quando, pelo contrário, o próprio Dylan concebeu um filme (Renaldo and Clara) sobre a turnê ao lado do escritor e ator Sam Shepard

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Ele tem 78 anos
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Ele tem 78 anos

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<b>Joga luz no repertório de gravações ao vivo de Dylan</b>. O período narrado em Rolling Thunder representa uma época em que Dylan havia retomado o gosto por se apresentar ao vivo. Em 1974, interrompera um hiato de oito anos sem turnês ao viajar com a The Band.  A discografia dessa época revelou Blood on the Tracks (1975), um dos mais cultuados e populares álbuns do trovador, The Basement Tapes (1975), tardio e valioso registro de estúdio sessentista ao lado da The Band, e Desire (1976), disco que trouxe a faixa Hurricane. Para mergulhar nesse período, vale ouvir <a href="https://open.spotify.com/album/7I8ARvRuRzDghzsItBARZK" target="_blank">a trilha</a> que acompanhou o lançamento do filme e, sobretudo, <a href="https://open.spotify.com/album/5CaLbGDGFhuhPKdxOokHmK" target="_blank">o quinto volume das Bootleg Series</a>, álbum duplo que registra boa parte da caravana, e o ao vivo <a href="https://open.spotify.com/album/4HQwhbXHJC9FK7H6bVU8WR" target="_blank">Hard Rain (1976)</a>, focado na segunda metade da turnê
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Joga luz no repertório de gravações ao vivo de Dylan. O período narrado em Rolling Thunder representa uma época em que Dylan havia retomado o gosto por se apresentar ao vivo. Em 1974, interrompera um hiato de oito anos sem turnês ao viajar com a The Band. A discografia dessa época revelou Blood on the Tracks (1975), um dos mais cultuados e populares álbuns do trovador, The Basement Tapes (1975), tardio e valioso registro de estúdio sessentista ao lado da The Band, e Desire (1976), disco que trouxe a faixa Hurricane. Para mergulhar nesse período, vale ouvir a trilha que acompanhou o lançamento do filme e, sobretudo, o quinto volume das Bootleg Series, álbum duplo que registra boa parte da caravana, e o ao vivo Hard Rain (1976), focado na segunda metade da turnê

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