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Cinema

Mostra detalha obra de Helena Solberg, única diretora do Cinema Novo

Retrospectiva exibe 17 filmes assinados pela experiente cineasta carioca. Sessões começam na terça (3/4) e seguem até 22 de abril

02/04/2018 05:30, atualizado 02/04/2018 19:47
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Mostra detalha obra de Helena Solberg, única diretora do Cinema Novo

Helena Solberg, única diretora a participar do movimento Cinema Novo, nos anos 1960, é tema de retrospectiva no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) dedicada à sua carreira. Os 17 filmes da mostra, entre curtas e longas, conjugam olhar que equilibra feminismo, engajamento político e crônica social. As sessões têm entrada franca, começam nesta terça (3/4) e seguem até 22 de abril.

Perto de completar 80 anos em junho, Solberg iniciou sua trajetória com o curta A Entrevista (1966), que marcou sua filiação ao Cinema Novo, movimento liderado por nomes como Glauber Rocha, Joaquim Pedro de Andrade e Ruy Guerra. No filme, a diretora relativiza o casamento ao conciliar imagens de uma noiva com depoimentos de mulheres sobre sexo e outros temas. Ela ministrará aula magna no CCBB em 14 de abril, às 17h.

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A cantora foi vítima de uma virose e decidiu aproveitar a passagem pelo Hospital Samaritano para fazer uma bateria de exames
<b>A Alma da Gente (2013). </b>Acompanhada pelo codiretor David Meyer, a diretora mostra as vidas de jovens da favela da Maré, no Rio de Janeiro, 10 anos após um espetáculo de dança inspirado nas trajetórias deles
<b>Meu Corpo, Minha Vida (2017). </b>Mais recente filme de Solberg narra a luta pela descriminalização do aborto no Brasil, a partir do caso de Jandira Magdalena dos Santos, grávida morta em clínica clandestina durante o procedimento
<b>Terra dos Bravos (1986). </b>Documentário colhe depoimentos de lideranças indígenas de Bolívia, EUA e Suíça que relatam ameaças sofridas nos anos 1980
<b>Carmen Miranda: Bananas Is My Business (1994). </b>Na cinebiografia, Solberg traça um retrato da ascensão da artista na Hollywood dos anos 1940
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Carmen Miranda: Bananas Is My Business (1994). Na cinebiografia, Solberg traça um retrato da ascensão da artista na Hollywood dos anos 1940

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<b>A Alma da Gente (2013). </b>Acompanhada pelo codiretor David Meyer, a diretora mostra as vidas de jovens da favela da Maré, no Rio de Janeiro, 10 anos após um espetáculo de dança inspirado nas trajetórias deles
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A Alma da Gente (2013). Acompanhada pelo codiretor David Meyer, a diretora mostra as vidas de jovens da favela da Maré, no Rio de Janeiro, 10 anos após um espetáculo de dança inspirado nas trajetórias deles

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<b>Meu Corpo, Minha Vida (2017). </b>Mais recente filme de Solberg narra a luta pela descriminalização do aborto no Brasil, a partir do caso de Jandira Magdalena dos Santos, grávida morta em clínica clandestina durante o procedimento
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Meu Corpo, Minha Vida (2017). Mais recente filme de Solberg narra a luta pela descriminalização do aborto no Brasil, a partir do caso de Jandira Magdalena dos Santos, grávida morta em clínica clandestina durante o procedimento

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<b>Terra dos Bravos (1986). </b>Documentário colhe depoimentos de lideranças indígenas de Bolívia, EUA e Suíça que relatam ameaças sofridas nos anos 1980
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Terra dos Bravos (1986). Documentário colhe depoimentos de lideranças indígenas de Bolívia, EUA e Suíça que relatam ameaças sofridas nos anos 1980

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Com curadoria de Carla Italiano e Leonardo Amaral, a mostra percorre outras fases da cineasta. Nos anos 1970, quando morou nos Estados Unidos, rodou a chamada Trilogia da Mulher, formada por A Nova Mulher (1974), A Dupla Jornada (1975) e Simplesmente Jenny (1977).

Mais tarde, na década de 1990, lançou um de seus trabalhos mais populares, Carmen Miranda: Bananas Is My Business (1995), cinebiografia da cantora que mescla documentário e ficção. O longa venceu quatro prêmios no Festival de Brasília, incluindo o de Melhor Filme pelo júri popular. Em 2017, Solberg abordou a descriminalização do aborto em Meu Corpo, Minha Vida.

Mostra Helena Solberg
De 3 (terça) a 22 de abril, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Telefone: (61) 3108-7600. Veja programação completa de filmes e debates. Entrada franca. A classificação indicativa varia de acordo com os filmes