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Helena Solberg, única diretora a participar do movimento Cinema Novo, nos anos 1960, é tema de retrospectiva no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) dedicada à sua carreira. Os 17 filmes da mostra, entre curtas e longas, conjugam olhar que equilibra feminismo, engajamento político e crônica social. As sessões têm entrada franca, começam nesta terça (3/4) e seguem até 22 de abril.

Perto de completar 80 anos em junho, Solberg iniciou sua trajetória com o curta A Entrevista (1966), que marcou sua filiação ao Cinema Novo, movimento liderado por nomes como Glauber Rocha, Joaquim Pedro de Andrade e Ruy Guerra. No filme, a diretora relativiza o casamento ao conciliar imagens de uma noiva com depoimentos de mulheres sobre sexo e outros temas. Ela ministrará aula magna no CCBB em 14 de abril, às 17h.

 

Com curadoria de Carla Italiano e Leonardo Amaral, a mostra percorre outras fases da cineasta. Nos anos 1970, quando morou nos Estados Unidos, rodou a chamada Trilogia da Mulher, formada por A Nova Mulher (1974), A Dupla Jornada (1975) e Simplesmente Jenny (1977).

Mais tarde, na década de 1990, lançou um de seus trabalhos mais populares, Carmen Miranda: Bananas Is My Business (1995), cinebiografia da cantora que mescla documentário e ficção. O longa venceu quatro prêmios no Festival de Brasília, incluindo o de Melhor Filme pelo júri popular. Em 2017, Solberg abordou a descriminalização do aborto em Meu Corpo, Minha Vida.

Mostra Helena Solberg
De 3 (terça) a 22 de abril, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Telefone: (61) 3108-7600. Veja programação completa de filmes e debates. Entrada franca. A classificação indicativa varia de acordo com os filmes

 

 

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