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Cinema

Morre Bibi Andersson, atriz sueca que Bergman descobriu

Intérprete atuou nos principais filmes do diretor sueco, como Persona e Morangos Silvestres

15/04/2019 07:29, atualizado 15/04/2019 16:59
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Reprodução/MGM/IMDb
Morre Bibi Andersson, atriz sueca que Bergman descobriu

Morreu nesse domingo (14/04/19), aos 83 anos, a atriz sueca Bibi Andersson, uma das favoritas do diretor Ingmar Bergman (1918-2007), com quem trabalhou em alguns de seus maiores clássicos, entre eles Persona, que a tornou mundialmente conhecida. A atriz, que sofreu um derrame cerebral em 2009, estava hospitalizada na França. Sua morte foi confirmada pela cineasta sueca Christina Olofson, sua amiga pessoal.

Bibi Andersson começou a carreira de atriz já pelas mãos de Bergman, que a dirigiu num comercial de televisão do sabão Bris para a Unilever sueca, em 1951. Em 1956, aos 21 anos, integrou o elenco de O Sétimo Selo, interpretando uma das integrantes da trupe dessa alegoria apocalíptica ambientada na Idade Média europeia. No ano seguinte, ela voltaria a atuar sob a direção de Bergman em outro clássico do cineasta sueco, Morangos Silvestres (1957), em que interpretou Sara, um dos jovens que o velho professor de medicina Isak Borg (Victor Sjöström) conhece pelo caminho de sua viagem para receber uma homenagem.

https://www.youtube.com/watch?v=9_QluhbRFz0

Mas ela será eternamente lembrada por sua atuação como Alma, enfermeira de uma atriz (Liv Ullman) em Persona (exibido no Brasil como Quando Duas Mulheres Pecam). Realizado em 1966, é uma das mais densas obras de Bergman. O filme trata do drama de uma artista que surta durante uma performance de Electra, permanecendo em estado catatônico. A identificação entre enfermeira e paciente é tão grande que as duas se unem em uma relação simbiótica, captada com sensibilidade pela câmera de Sven Nykvist, fotógrafo habitual de Bergman.

Bibi Andersson trabalhou com outros grandes cineastas – como os americanos John Huston e Robert Altman, para citar apenas dois. A atriz também chegou a atuar na Broadway em 1973, mas não fez carreira nos EUA, onde também filmou com Bergman uma de suas obras menos lembradas, A Hora do Amor (The Touch, 1971). Seu último filme foi The Frost (2009), dirigido pelo catalão Ferran Audí e baseado em peça de Henrik Ibsen sobre um casal em crise após a morte do único filho.