Filme sobre Michael Jackson é exuberante, mas peca na profundidade
Michael tem momentos especiais com espetáculos visuais e musicais, mas se torna apenas uma reprodução de fatos conhecidos do Rei do Pop
atualizado
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O filme Michael estreou nos cinemas brasileiros nesta quarta-feira (22/4) após longa espera do público. As expectativas criadas com os trailers são confirmadas em uma exuberante caracterização de Jaafar Jackson, sobrinho de Michael Jackson que estrela a produção.
O ator de 29 anos tem uma bela atuação no filme, incorporando o Rei do Pop até mesmo nos detalhes. Os produtores de Michael também merecem reconhecimento, principalmente pelas escolhas de figurino e também pela voz do cantor, que é reproduzida de forma fidedigna nas telonas.
Sem dúvidas, o ponto de destaque do filme é a utilização dos sucessos de Michael Jackson para acompanhar o enredo. Os shows e os bastidores musicais trazem, de fato, a noção da imensidão do Rei do Pop como artista global.
Chega a ser hipnotizante ouvir as músicas e ver as danças reproduzidas no cinema. Para os fãs, é um verdadeiro deleite.
Entretanto, a falta de profundidade é um problema no filme. Apesar de trazer boas cenas relacionadas ao mundo comercial e empresarial, o enredo foca muito no conflito entre Michael Jackson e o pai, deixando de lado outras questões e relações pessoais, além dos oportunos detalhes de um astro musical brilhante.
Além disso, a decisão de não incluir polêmicas do cantor também enfraquece o filme.
Quem espera a história completa de Michael no filme vai encontrar apenas um recorte da carreira. O longa aborda de forma superficial o período no The Jackson 5 e avança até o início da fase solo do Michael Jackson, sem explorar seu auge artístico.
A narrativa percorre as eras dos álbuns Off the Wall, Thriller e se encerra em Bad. Há expectativa por uma continuação, que deve aprofundar a fase solo do cantor — período também marcado por controvérsias e aspectos mais complexos de sua vida pessoal.













