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Cinema

Festival de Brasília anuncia mudanças para a edição deste ano

Cachê de seleção no lugar de prêmios e aplicativo são principais novidades da 50ª edição, que terá mais dias de evento e prêmio Petrobras

07/06/2017 16:03, atualizado 08/06/2017 14:43
Daniel Ferreira/Metrópoles
Festival de Brasília anuncia mudanças para a edição deste ano

O Festival de Brasília anunciou nesta quarta-feira (7/6), em coletiva de imprensa, novidades de sua 50ª edição, marcada para ocorrer entre 15 e 24 de setembro, no Cine Brasília.

Um cachê de seleção, distribuído para todos os selecionados no festival, substitui os tradicionais prêmios em dinheiro dados apenas aos vencedores — que continuam levando o troféu Candango para casa. O valor total é de R$ 340 mil.

Longas e curtas selecionados ganharão R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente. Nas sessões paralelas, os longas levam R$ 10 mil e os curtas, R$ 3 mil.

Em 2017, o evento também terá um aplicativo para celular e tablet (Android e iOS) que deve concentrar a apuração do júri popular, com votos do público.

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Nelson Pereira dos Santos será o homenageado da 50ª edição e receberá da direção do festival a medalha Paulo Emílio Sales Gomes, criada em 2016 para honrar grandes nomes do cinema nacional. O diretor paulistano, de “Vidas Secas” (1963) e “Rio 40 Graus” (1955), completa 89 anos em outubro.

Por meio de licitação pública, a Secretaria de Cultura selecionou a empresa Instituto Alvorada Brasil, representado por Francisco Almeida, para coproduzir o festival por dois anos — 2017 e 2018.

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Plateia do festival no 49º Festival de Brasília: setembro é sempre o mês mais movimentado do cinema.
Mostra paralela reunirá filmes das 49 edições anteriores
“Aqui é o lugar onde o cinema brasileiro tem que estar.", diz Guilherme Reis, secretário de Cultura
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Plateia do festival no 49º Festival de Brasília: setembro é sempre o mês mais movimentado do cinema.

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Mostra paralela reunirá filmes das 49 edições anteriores
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Mostra paralela reunirá filmes das 49 edições anteriores

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“Aqui é o lugar onde o cinema brasileiro tem que estar.", diz Guilherme Reis, secretário de Cultura
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“Aqui é o lugar onde o cinema brasileiro tem que estar.", diz Guilherme Reis, secretário de Cultura

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Reafirmação da produção brasileira

“Aqui é o lugar onde o cinema brasileiro tem que estar. É o lugar da política do cinema e da reafirmação da produção brasileira”, afirmou Guilherme Reis, secretário de Cultura. Eduardo Valente segue como curador do festival, enquanto Sara Rocha responde pela coordenação.

A Petrobras entra como parceira e ganha prêmio próprio, entregue aos longas vencedores do júri popular: R$ 200 mil para o filme ganhador do Candango e R$ 100 mil para o eleito da Mostra Brasília. O troféu também garante contrato de distribuição para as duas produções.

Algumas mudanças já haviam sido divulgadas antes, como o aumento no número de dias (de oito para 10) e na seleção de longas na mostra competitiva (de seis para nove).

Mostras paralelas
Além da mostra competitiva, o Festival de Brasília terá dois segmentos paralelos. Em Futuro Brasil, seis longas em processo de finalização serão exibidos para curadores de festivais internacionais.

Essa “internacionalização”, como apontou Sara Rocha, completa-se com a criação de um ambiente de mercado para distribuidoras, cineastas e produtores.

A mostra 50 Anos em 5 comemora o cinquentenário do evento com filmes que marcaram as 49 edições anteriores. A curadoria desse segmento é da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema).