Festival de Brasília: 7ª noite tem diretoras na mostra competitiva

Discurso político marcou apresentações dos três filmes na noite desta quinta (20/9)

atualizado 20/09/2018 22:18

Hugo Barreto/Metrópoles

Com atraso de quase 40 minutos, a mostra competitiva do 51° Festival de Brasília continuou nesta quinta (20/9), em noite só de mulheres diretoras: curtas Plano Controle (MG), de Juliana Antunes, e Guaxuma (PE), de Nara Normande, e o longa A Sombra do Pai (SP), de Gabriela Amaral Almeida.

“Essa sessão é composta de três mulheres diretoras. Nara e Juliana, tenho sorte de ser contemporânea delas. Impossível não falar. Não é nem ele não, é ele jamais”, disse Almeida.

“A gente está vivendo um momento muito delicado de ameaça fascista. É trabalho de formiguinha para virar esse jogo”, disse Juliana Antunes.

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O discurso político seguiu forte na apresentação da animação pernambucana Guaxuma. A atriz Maeve Jinkings fez direção de narração do longa. Há quatro anos, a diretora Nara Normande venceu o Candango de melhor curta por Sem Coração, coassinado por Tião. “Como mulher nordestina e sapatão, não posso deixar de gritar: ele não”, manifestou-se a cineasta.

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