Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Cinema

Estreia filme de Vladimir Carvalho sobre o pintor Cícero Dias

Documentário "Cícero Dias, o Compadre de Picasso" narra amizade do pintor com mestres franceses. Filme está em cartaz no Espaço Itaú

13/11/2016 04:34
José Varella/Divulgação
Estreia filme de Vladimir Carvalho sobre o pintor Cícero Dias

“Cícero Dias, o Compadre de Picasso”, novo filme de Vladimir Carvalho, levou alguns bons anos para ser concluído. Mas teve trajetória rápida assim que finalizado. O longa é um retrato sobre o pintor pernambucano Cícero Dias, ligado ao modernismo, e sua vida em Paris ao lado de mestres como Joan Miró e Pablo Picasso. A produção está em cartaz no Espaço Itaú.

Em abril, o filme competiu no festival É Tudo Verdade e teve suas duas primeiras sessões em Brasília no mês de maio, durante a itinerância do evento na capital. Em setembro, “Cícero Dias” foi selecionado na Mostra Brasília do Festival de Brasília e saiu com os prêmios de direção e roteiro.

Carvalho conversou com o Metrópoles em maio e falou sobre a produção, financiada do próprio bolso. “Às vezes, acontece de eu filmar algo porque desconfio que tem algo a ver com a minha afinidade”, disse. “O documentário permite esse trânsito pelo próprio material. Então, pesquisei, filmei, editei, dirigi, tudo ao mesmo tempo”.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Perfil de um artista
Em cartaz desde quinta (10/11), somente no Espaço Itaú, o longa registra uma outra vertente da extensa carreira do diretor. O paraibano costuma ser lembrado por suas crônicas sociais sobre Brasília, como “Conterrâneos Velhos de Guerra” (1990) e “Barra 68 – Sem Perder a Ternura” (2001), e “O País de São Saruê” (1971), retrato apegado ao sertão nordestino.

Por outro lado, Carvalho também revela um constante interesse em processos criativos de outros artistas. Radiografou a geração musical de 1980 em “Rock Brasília – Era de Ouro” (2011) e o escritor José Lins do Rego em “O Engenho de Zé Lins” (2007). Em “Cícero Dias”, ele revisita vida e obra do pintor pernambucano e sua longa passagem por Paris, onde faleceu em 2003.