Entenda as técnicas de design e mixagem de som do filme Cano Serrado

O compositor e supervisor de som Patrick de Jongh trouxe inovações nas sonoplastias de algumas cenas do longa-metragem

atualizado

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Patrick de Jongh
1 de 1 Patrick de Jongh - Foto: Divulgação

O thriller de ação Cano Serrado, que marca o último filme do ator Rubens Caribé, estreou no fim de agosto e traz inovações no design e na mixagem de som. Inspirado no trabalho realizado no longa-metragem Onde os Fracos Não Têm Vez, vencedor do Oscar, o compositor e supervisor Patrick de Jongh desenvolveu uma sonoplastia diferenciada.

Sem a reprodução de efeitos sonoros prontos, ele explica que algumas cenas de tiroteio foram construídas do zero para gerar maior impacto na audiência. “O objetivo era criar algo especial e único para o suspense. Queríamos tiros menos secos e mais reverberados, que pudessem criar aquela sensação de solidão dos personagens em meio a uma região tão escassa”, explicou Patrick de Jongh.

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Patrick de Jongh, sonoplastista do filme Cano Serrado
O ator Rubens Caribé no filme Cano Serrado
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O ator Rubens Caribé no filme Cano Serrado

Instagram/Reprodução
Patrick de Jongh, sonoplastista do filme Cano Serrado
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Patrick de Jongh, sonoplastista do filme Cano Serrado

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Com a intenção de proporcionar uma experiência diferente para o público, de Jongh e o cineasta Erik Castro se uniram para fazer um filme de ação extremamente realista, que refletisse o contexto brasileiro. “Erik não apenas dirige longas policiais, ele tem vivência nesse meio. Muitas histórias e personagens são diretamente inspirados em policiais e soldados amigos e conhecidos do diretor. Tudo isso, aliado a esse complexo trabalho de sonoplastia, faz com que a produção gere um impacto muito maior na audiência”, ponderou o compositor e supervisor de som.

Para que o design de som e a trilha sonora se comunicassem bem, Patrick de Jongh também realizou um intenso trabalho de campo com policiais de diversos segmentos, visitando quartéis, delegacias e viaturas para compreender qual era o universo musical que os rodeava.

“Há uma sequência de tiros que foi filmada de dentro de um carro. Nós não tínhamos nenhum efeito sonoro que destacasse o som das balas do lado de dentro do veículo e por isso decidimos fazer esse trabalho. Para isso, comprei uma carcaça de um carro, levamos ao campo de tiro e colocamos vários microfones dentro dele, para que pudéssemos captar as balas entrando e atravessando toda a estrutura. Isso nos garantiu uma cena muito mais agressiva e vívida”.

Outro ponto importante do filme é a trilha sonora. Para combinar com a intensidade de Cano Serrado, referências indígenas foram utilizadas com maracas e chocalhos. Além disso, 32 violoncelos e contrabaixos, bem como uma orquestra de trompetes Bandas como Korn, Led Zeppelin e Rammstein também apareceram muito nas listas.

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