Elenco de Cinco Tipos de Medo fala sobre filme inspirado em caso real
Estrelado por Bella Campos, João Victor Silva e Xamã, Cinco Tipos de Medo foi o grande vencedor do Festival de Gramado em 2025
atualizado
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Destaque durante o Festival de Gramado de 2025, o longa Cinco Tipos de Medo estreou nos cinemas na última semana e vem chamando a atenção com uma história intensa que entrelaça a vida de cinco pessoas. Ambientado em Cuiabá, o filme surpreende ao retratar como certos encontros e decisões podem desencadear consequências em uma trama inspirada em um caso real.
A produção acompanha Marlene (Bella Campos) e Murilo (João Victor Silva), cujo envolvimento amoroso acaba desencadeando uma série de acontecimentos que afetam pessoas ao redor. A partir dessa relação, o filme conecta também as histórias do traficante Sapinho (Xamã), da policial Luciana (Bárbara Colen) e do advogado Ivan (Rui Ricardo Diaz).
Inspirado em um caso real ocorrido na periferia de Cuiabá, o longa traz uma grande conexão com a vida real e é, sobretudo, humano, segundo o diretor Bruno Bini. “É um filme que busca ser muito verdadeiro, mas essencialmente humano e, quem sabe, até um pouco otimista”, afirmou em entrevista ao Metrópoles.
Essa conexão com a realidade é um dos pontos destacados por Xamã, que estreia no cinema como Sapinho. “Para mim, é um filme que troca ideia com a vida real, sem filtro. Fala de medo, de escolha, de consequência, mas também de humanidade, mesmo nos lugares mais difíceis. Acho que a galera pode esperar um filme que bate, que faz pensar, mas que também conecta em um lugar bem verdadeiro”, afirma.
Bárbara Colen, que vive a policial Luciana, reforça que é o conflito moral que guia a narrativa. “O que acho mais bonito na jornada dela é como o amor realmente é o único capaz de enfrentar o ódio. Ela tem uma raiva imensa por tudo o que acontece, mas, em determinado momento, precisa escolher entre seguir com o plano de vingança ou salvar uma vida.”
Na mesma linha, Rui Ricardo Diaz destaca que o filme gira em torno da ideia de justiça e dos dilemas dos personagens: “Todos enfrentam dilemas morais, porque cada um carrega a própria visão de certo e errado, que é colocada em xeque ao longo da história”.
Além de abordar a complexidade das relações humanas, a produção também trouxe uma conexão especial com Bella Campos, intérprete de Marlene. Para a filmagem, a atriz retornou para a cidade onde cresceu.
“É um projeto muito especial para mim por ter sido filmado em Cuiabá, que é a minha cidade. Poder voltar, trabalhar ali, contar uma história naquele território, tudo isso atravessa o trabalho de um jeito diferente. É um filme que amplia meu repertório como atriz, mas que também carrega um sentido de pertencimento muito forte”, avalia.
Reconhecimento nos festivais
Antes de chegar ao circuito comercial, o filme construiu uma trajetória sólida em festivais, com destaque para o Festival de Gramado, onde conquistou prêmios importantes, incluindo Melhor Filme, Melhor Roteiro e Melhor Montagem. A repercussão também se estendeu a mostras internacionais, ampliando o alcance da produção.
“Eu espero que o público encontre esse filme de coração aberto, porque ele foi feito dessa forma. A gente sabia que estava contando uma história que carregava momentos mais densos e pesados, mas também é um filme que carrega uma mensagem de que, mesmo nos momentos de dor e perda, é possível ter esperança, é possível acreditar. E que, geralmente, a gente consegue descobrir caminhos quando se permite encontrar o outro”, detalha Bruno Bini.














