Crítica: Uma Aventura Lego 2 repete fórmulas ao expandir franquia

Sequência de Uma Aventura Lego (2014) estreia nesta quinta (7/2) nos cinemas

Warner Bros./DivulgaçãoWarner Bros./Divulgação

atualizado 08/02/2019 16:06

Cinco anos após o primeiro filme da franquia baseada nos brinquedos de montar, Uma Aventura Lego 2 chega aos cinemas com a missão de expandir o que começou como uma brincadeira em meio ao universo da marca mundialmente famosa.

Entre uma coisa e outra, a saga ganhou dois spin-offs no meio do caminho, Lego Batman (2017) e Lego Ninjago (2017). Desta vez, a dupla de cineastas de comédia Phil Lord e Chris Miller, conhecidos pelo reboot de Anjos da Lei, participam do roteiro e deixam a direção para Mike Mitchell, de Trolls (2016) e Shrek Para Sempre (2010).

 

Na continuação, voltamos a acompanhar o cotidiano de Emmet (dublagem original de Chris Pratt), um bonequinho construtor visto como alguém especial na comunidade Lego. Agora, o inimigo é outro.

Invasores alienígenas da linha Lego Duplo, voltada especialmente para crianças pequenas, se intrometem no universo de Emmet e sua extensa lista de amigos, como Lucy e Batman, ameaçando destruir tudo que eles arduamente construíram.

Uma das sacada da saga, talvez a principal, seja metralhar referências pop para os adultos, enquanto a animação ultracolorida e frenética cumpre o papel de fisgar a atenção das crianças apaixonadas pelas pecinhas de montar.

Um dos eixos de Uma Aventura Lego 2, bem como no primeiro, é verter diferentes gêneros populares em prol de paródias pontuais, mas eficientes. A Liga da Justiça, por exemplo, não consegue afastar os Duplos. Sobram pistas visuais e citações literais de produções diversas, como De Volta para o Futuro (1985), Matrix (1999) – filmes de “gente velha” – e Star Wars: O Despertar da Força (2015).

O planeta distópico habitado por Emmet e seus amigos após a destruição causada pelos Duplos ganha novo nome: Apocalipsópolis, uma terra arrasada e selvagem à la Mad Max.

A multiplicidade da trama ainda comporta uma porção de outras coisas: Emmet diante de Rex, um novo guru que almeja “consertar” tudo e, lá pelas tantas, uma segunda camada ficcional que transborda da animação e mostra os brinquedos como mediação entre dois irmãos (humanos) apaixonados por criar suas próprias histórias.

Uma Aventura Lego 2 seria um produto melhor se não fosse tão refém de suas próprias sacadinhas. A demora em desenvolver seus inúmeros conflitos também não ajuda o ritmo da animação, claudicante sobretudo na primeira metade. A ver se a saga finalmente conseguirá mostrar algo de empolgante e original no próximo longa – um filme de corrida.

Avaliação: Regular