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Cinema

Crítica: Tomb Raider – A Origem não faz jus à Lara Croft do videogame

Longa estrelado por Alicia Vikander tenta renovar personagem no cinema por meio de aventura em busca do pai desaparecido

Felipe Moraes14/03/2018 15:01, atualizado 14/03/2018 18:22
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Warner Bros./Divulgação
Crítica: Tomb Raider – A Origem não faz jus à Lara Croft do videogame

Tomb Raider – A Origem tenta reconstruir Lara Croft, a heroína mais pop dos videogames, quase duas décadas depois da primeira encarnação dela no cinema, com Angelina Jolie. Enquanto a adaptação inicial cambaleou nas telas, a segunda traz Alicia Vikander (Oscar por A Garota Dinamarquesa) no papel e mira novos públicos ao se basear na mais recente versão da personagem, vista nos jogos Tomb Raider (2013) e Rise of Tomb Raider (2015).

Quem jogou sabe. Ninguém soluciona enigmas milenares como ela. Mas, a clássica Lara empunhando um par de pistolas deu lugar a uma mulher mais realista, violenta e atlética. A inglesa vê com cinismo o império empresarial do qual é herdeira e enfrenta desafios físicos e mentais dignos da mais severa história de sobrevivência.

É nesses termos que o diretor norueguês Roar Uthaug, do filme de desastre A Onda (2015), começa a narrativa. Em vez da habilidosa arqueóloga que conhecemos nos games, Lara vive como uma jovem rebelde sem contato com os bilhões de dólares deixados pelo pai, Richard (Dominic West).

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Aventuras numa ilha inabitada: Lara enfrenta desafios extenuantes para chegar ao túmulo de Himiko, no Japão
Tomb Raider – A Origem tenta iniciar nova franquia baseada na aventureira dos games
Alicia Vikander: Oscar por A Garota Dinamarquesa (2015) e estrela da ficção científica Ex Machina (2014)
Expedição suicida? Apesar de herdar fortuna, ela vive como rebelde em Londres e decide ir para o Japão em busca de pistas sobre o pai, desaparecido há anos
Pôster de Tomb Raider – A Origem
Alicia Vikander no papel de Lara Croft: personagem mais crua e violenta do que a interpretada por Angelina Jolie no começo dos anos 2000
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Alicia Vikander no papel de Lara Croft: personagem mais crua e violenta do que a interpretada por Angelina Jolie no começo dos anos 2000

Warner Bros./Divulgação
Aventuras numa ilha inabitada: Lara enfrenta desafios extenuantes para chegar ao túmulo de Himiko, no Japão
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Tomb Raider – A Origem tenta iniciar nova franquia baseada na aventureira dos games
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Tomb Raider – A Origem tenta iniciar nova franquia baseada na aventureira dos games

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Alicia Vikander: Oscar por A Garota Dinamarquesa (2015) e estrela da ficção científica Ex Machina (2014)
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Alicia Vikander: Oscar por A Garota Dinamarquesa (2015) e estrela da ficção científica Ex Machina (2014)

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Expedição suicida? Apesar de herdar fortuna, ela vive como rebelde em Londres e decide ir para o Japão em busca de pistas sobre o pai, desaparecido há anos
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Expedição suicida? Apesar de herdar fortuna, ela vive como rebelde em Londres e decide ir para o Japão em busca de pistas sobre o pai, desaparecido há anos

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Pôster de Tomb Raider – A Origem
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Pôster de Tomb Raider – A Origem

Warner Bros./Divulgação

Há alguns anos, ele saiu sorrateiramente rumo ao Japão para encontrar o túmulo de Himiko, antiga rainha que deixou um rastro de destruição e terror em obscuros registros históricos. Lara assume a missão do pai e, uma vez no destino (uma ilha inabitada), encara seguidores da Ordem da Trindade, organização que varre o mundo em busca de artefatos, objetos e locais sobrenaturais.

Já vimos isso antes: game único, filme genérico
Tomb Raider: A Origem sequer esboça uma identidade própria. Alimenta-se do visual cru e sujinho dos novos games, mas a transição soa um tanto domesticada. Há uma escalada perigosa aqui e ali, uma boa cena num avião destroçado se equilibrando sobre uma correnteza e alguns mistérios resolvidos rapidamente.

No mais, qualquer tentativa de replicar o gameplay (uma série de pequenas missões dentro da hercúlea expedição) dos jogos parece apenas ingênua. Na ilha, o rival de Lara é Mathias Vogel (Walton Goggins), representante da Trindade responsável por achar a tumba de Himiko: basicamente um chefão cercado por dezenas de acólitos.

A heroína recebe ajudas essenciais no terço final, o bastante para que tenhamos, lá pelas tantas, uma piscadinha para uma possível sequência. Mal fomos apresentados novamente à personagem e já temos pistas de uma franquia como outra qualquer – se é que o novo Tomb Raider vai mesmo virar franquia.

Um filme ao mesmo tempo apressado e preguiçoso, incapaz de verter a poderosa aventureira em uma genuína personagem de cinema. Na extensa lista de adaptações fracassadas de games, porém, já é melhor que Assassin’s Creed e vários outros exemplares de doer os olhos.

Avaliação: Regular