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Cinema

Crítica: sob nova direção, saga Sicario muda de ares em Dia do Soldado

Filme de ação traz Josh Brolin e Benicio Del Toro em operação secreta contra cartéis que transportam terroristas para o território americano

28/06/2018 09:38, atualizado 28/06/2018 17:06
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Sony/Divulgação
Crítica: sob nova direção, saga Sicario muda de ares em Dia do Soldado

Sequência de Sicario: Terra de Ninguém (2015), filme sobre a guerra às drogas na fronteira Estados Unidos-México, Sicario: Dia do Soldado avança na franquia ao mostrar outra faceta das organizações criminosas. Desta vez, os cartéis ajudam terroristas a entrarem em território americano.

A mudança mais significativa pela qual a franquia passou de um longa para outro foi na direção. Saiu Denis Villeneuve (A Chegada), entrou Stefano Sollima, filho de Sergio Sollima (1921-2015).

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Gillick: oportunidade de se vingar de chefe de cartel
Operação envolve sequestro da filha de um narcotraficante com objetivo de provocar uma guerra entre cartéis rivais
Isabel e Gillick: na mira das autoridades mexicanas
Pôster de Sicario: Dia do Soldado
Gillick (Benicio Del Toro) e Graver (Brolin): personagens de Sicario ganham uma nova dinâmica
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Gillick (Benicio Del Toro) e Graver (Brolin): personagens de Sicario ganham uma nova dinâmica

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Gillick: oportunidade de se vingar de chefe de cartel
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Gillick: oportunidade de se vingar de chefe de cartel

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Operação envolve sequestro da filha de um narcotraficante com objetivo de provocar uma guerra entre cartéis rivais
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Operação envolve sequestro da filha de um narcotraficante com objetivo de provocar uma guerra entre cartéis rivais

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Isabel e Gillick: na mira das autoridades mexicanas
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Isabel e Gillick: na mira das autoridades mexicanas

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Pôster de Sicario: Dia do Soldado
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Pôster de Sicario: Dia do Soldado

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Autor da ótima trama de máfia Suburra (2015), produção da Netflix, o italiano consegue equilibrar a óbvia e já esperada filiação à primeira história com uma abordagem mais franca, crua e brutal nas cenas de ação.

Quando os cartéis ganham “status” de organizações terroristas pelo governo americano, Matt Graver (Josh Brolin) recebe passe livre para resolver o problema como bem quiser.

Desta vez, sem se ater a limites éticos ou institucionais. O estado financia a operação de forma velada, seja ela qual for. Se a missão sair do controle ou algo der errado, a responsabilidade é toda de Graver. O plano arriscado envolve nada menos que sequestrar Isabel Reyes (Isabela Moner), filha adolescente de um narcotraficante, e creditar a autoria do crime a um cartel rival.

Graver recorre novamente ao agente Alejandro Gillick (Benicio Del Toro), ex-homem-forte do grupo de Medellín que viu sua família ser assassinada pelo pai de Isabela, para comandar a ação. Enquanto isso, uma subtrama mal desenvolvida acompanha a iniciação do jovem Miguel (Elijah Rodriguez) no mundo do crime. Um personagem cujo destino fatalmente cruzará com o de Gillick e Graver.

Sollima mantém um certo tom de gravidade e conspiração que evoca o primeiro Sicario – a trilha de Hildur Guðnadóttir faz questão de colaborar para que mesmo o diálogo mais enxuto ganhe ares ameaçadores. No mais, Dia do Soldado é um filme muito diferente do anterior.

A violência brota sem sutilezas: de um atentado terrorista em um supermercado do Kansas aos procedimentos nada comedidos de Gillick, como descarregar uma pistola em um inimigo indefeso e caído ou arremessar uma granada de mão no carro de moleques mexicanos que tentam acossá-lo.

Por mais tentador que seja tentar localizar referências à agressiva política de imigração de Trump, Taylor Sheridan, mesmo roteirista do primeiro filme e autor de outras histórias de violência (Terra Selvagem, A Qualquer Custo), parece estar mais preocupado em expandir o alcance da trama à guisa de sequência e estabelecer uma nova dinâmica entre os personagens principais, Graver e Gillick.

Dia do Soldado supera o pretensioso Terra de Ninguém – uma suposta crônica sobre o mal-estar da civilização ocidental diante de dilemas de fronteira – com habilidosas cenas de ação e grandes atuações de Del Toro e Brolin.

Avaliação: Bom