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A má vontade geral que existe em torno de qualquer refilmagem não vem por acaso. As frequentes releituras do que já deu certo no passado indicam como Hollywood parece cada vez mais arredia aos “riscos” de uma história original. Até por isso, o novo “Sete Homens e um Destino” rende naturalmente um estigma injusto: é um remake do remake de “Os Sete Samurais” (1954), o filme mais influente (e, sim, imitado) de Akira Kurosawa.

Pela força da memória de gerações passadas, o “Sete Homens e um Destino” de 1960, assinado por John Sturges, também ganhou esse selinho respeitável de clássico – talvez superestimado. Em 2016, o diretor Antoine Fuqua tem a tarefa encardida de refilmar o sucesso e substituir astros como Yul Brynner, Steve McQueen, James Coburn e Charles Bronson.

Para isso, Fuqua convocou a dupla de seu melhor filme, “Dia de Treinamento” (2001): Denzel Washington e Ethan Hawke. Chris Pratt completa o trio principal trazendo na conta dois blockbusters – “Jurassic World” (2015) e “Guardiões da Galáxia” (2014).

Uma refilmagem sem ambição
Formando o 7 “dos sonhos”, chegam Vincent D’Onofrio e três atores em papéis que trazem mais diversidade na comparação com o original: Byung-hun Lee, na pele do asiático bom de faca, o pistoleiro mexicano Manuel Garcia-Rulfo e Martin Sensmeier como um guerreiro Comanche.

Em termos narrativos, porém, Fuqua revela poucas ambições. Ele relê a trama quase que à risca: Sam Chisolm (Washington) se associa a bandoleiros para proteger uma comunidade do expansionismo violento de Bogue (Peter Sarsgaard), um sinistro empresário.

Daí em diante, o filme reúne tudo que se espera de um faroeste contemporâneo: tiroteios, duelos, piadinhas internas, um clima de camaradagem, Emma (Haley Bennett) como a forte personagem feminina (e contratante dos sete homens) e um tom de tributo à tradição do gênero. O frustrante é justamente isso: um remake que se aceita como tal e nada nas águas rasas da nostalgia.

Avaliação: Regular

Veja horários e salas de “Sete Homens e um Destino”.

 

 

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