Crítica: O Escândalo narra com ritmo os assédios na Fox News

A produção também se apoia na ótima atuação de suas protagonistas: Charlize Theron, Nicole Kidman e Margot Robbie

atualizado

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O Escândalo
1 de 1 O Escândalo - Foto: Divulgação

O Escândalo é um filme curioso. Ele mostra a importância do feminismo em ambientes que, recorrentemente, preferem negar a luta das mulheres por igualdade – como uma emissora conservadora, que declaradamente apoia candidatos conservadores. O longa, magistralmente protagonizado por Charlize Theron, Nicole Kidman e Margot Robbie, recria a história de assédios e queda do ex-chefe da Fox News, Roger Ailes (John Lithgow).

A trama, baseada em fatos reais, é focada em Megyn Kelly (Charlize Theron), Gretchen Carlson (Nicole Kidman) e a fictícia Kayla Pospisil (Margot Robbie). Cada uma, em diferentes momentos, foi vítima dos abusos de Ailes.

O Escândalo, logo no começo, dá o tom da produção: por mais renomadas e competentes que sejam, na Fox News, mulheres servem para dar audiência – de preferencia mostrando as pernas, uma das obsessões de Ailes, pois, segundo ele, “televisão é uma mídia visual”.

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Charlize Theron vive Megyn Kelly
Nicole Kidman interpreta Gretchen Carlson
O caso de Ailes mostrou o submundo da Fox News
O CEO da emissora assedio várias mulheres
<b>O Escândalo. </b>As funcionárias da Fox News denunciam o CEO Roger Ailes (John Lithgow) de assédio sexual e a cultura de masculinidade tóxica da empresa de mídia norte-americana, levando o magnata Ailes e sua carreira à queda
Margot Robbie é a personagem Kayla Pospisil
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Margot Robbie é a personagem Kayla Pospisil

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Charlize Theron vive Megyn Kelly
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Charlize Theron vive Megyn Kelly

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Nicole Kidman interpreta Gretchen Carlson
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Nicole Kidman interpreta Gretchen Carlson

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O caso de Ailes mostrou o submundo da Fox News
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O caso de Ailes mostrou o submundo da Fox News

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O CEO da emissora assedio várias mulheres
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O CEO da emissora assedio várias mulheres

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<b>O Escândalo. </b>As funcionárias da Fox News denunciam o CEO Roger Ailes (John Lithgow) de assédio sexual e a cultura de masculinidade tóxica da empresa de mídia norte-americana, levando o magnata Ailes e sua carreira à queda
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O Escândalo. As funcionárias da Fox News denunciam o CEO Roger Ailes (John Lithgow) de assédio sexual e a cultura de masculinidade tóxica da empresa de mídia norte-americana, levando o magnata Ailes e sua carreira à queda

Paris Filmes/Divulgação

Ailes começa sendo retratado como um gestor que criou uma forma de televisão conservadora e redesenhou o marketing político dos Estados Unidos. O CEO da Fox News, logo de início, é representado como quase paternalista em relação à Megyn, a orientando em uma guerra pública com Donald Trump – então candidato republicano à Casa Branca.

Porém, a medida que a trama muda de foco, o CEO vai sendo representado como um assediador, que usava do poder para promover ou acabar com a carreira de várias funcionárias. Os bastidores das denúncias e a coragem dessas mulheres em desmontar o machismo na rede de televisão conservadora são a base da produção.

Ao focar nos bastidores, o longa mostra o drama das personagens e as negociações (sempre injustas) entre vítimas e abusadores. Porém, não mergulha a fundo nas consequências que a decisão de denunciar trouxe na carreira e na vida pessoal das profissionais – salvo por uma mensagem no final mostrando que todas as vítimas receberam indenização menor que a rescisão contratual de Ailes.

Um mérito do filme é que, mesmo tratando de uma tema delicado, o longa tem ritmo e consegue criar uma história com identidade (tom “humorístico” por vezes incomoda, afinal, é um filme sobre crime).

Sem dúvidas, o trio de protagonistas é o grande destaque de O Escândalo: são atuações de força e sensibilidade. É especialmente tocante a mudança no mood que Margot Robbie imprime à sua personagem após o assédio. Ou mesmo a capacidade Theron de imprimir o peso que a escolha de Megyn Kelly teria na vida das outras vítimas.

O Escândalo, que ganhou três indicações ao Oscar 2020, não é obra-prima do gênero, mas, certamente, é filme de importância brutal nos dias atuais.

Avaliação: Bom

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