Crítica: “No Mundo da Lua”, garoto vive aventuras no espaço
Mike vive entre o pai e o avô que não se falam. A relação de todos muda quando eles vão para a Lua
atualizado
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A animação de Enrique Gato (“As Aventuras de Tadeo”) tem uma fórmula infalível: une uma história de ação com um drama familiar. No fim, tudo dá certo.
O longa-metragem conta a história de Michael (Mike) Goldwing, um garoto gente boa que tem dois amigos inseparáveis: Marty Farr e Amy Gonzalez. A vida de Mike parece perfeita se não fosse pelo avô, brigado com o pai há 40 anos. Quando o excêntrico bilionário e vilão Richard Carson decide ir para Lua, retirar um valioso minério encontrado apenas lá e, de quebra, roubar a bandeira dos Estados Unidos, a Nasa recruta astronautas na ativa e aposentados para deter essa ameaça.
Marty acaba parando no espaço, mas a aventura vale a pena, pois o pai e avô voltam a se falar. Carson vê seu plano ir por água abaixo e todo mundo vive feliz para sempre.
Infelizmente, o maior problema de “No Mundo da Lua” é o roteiro. Fraco e previsível, faz a trama perder o fôlego em 1h30 de projeção. O expectador (adulto, talvez as crianças aceitem melhor) já sabe o que vai acontecer e se desliga da exibição.
Outro problema são as vozes dos personagens. Na versão legendada, as vozes das crianças/adolescentes (a idade não fica nítida na história) são muito adultas, desencontrando com as figuras que se vê na telona.
Por último, é preciso frisar a subutilização do recurso 3D, que poderia ter sido muito bem explorado nas cenas no espaço ou naquelas que mostram o mar, logo no início do filme. tecnologia desperdiçada que poderia dar mais emoção à plateia.
Avaliação: Regular
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