Crítica: “Nahid — Amor e Liberdade” tem trama sincera e sóbria

Filme de estreia da iraniana Ida Panahandeh fala de mulheres oprimidas pelo sistema, mas que lutam com dignidade por um lugar ao sol

atualizado

metropoles.com

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nahib amor e liberdade
1 de 1 nahib amor e liberdade - Foto: Divulgação

A vida da mulher em países do Oriente, como o Irã, não é nada fácil. Machismo, preconceito, enfim, dogmas religiosos e leis que, absurdamente, estão sempre a favor do homem, mesmo ele estando errado. Essa é uma das questões abordadas no drama “Nahid – Amor e Liberdade”, vencedor, em 2015, no Festival de Cannes, da Mostra Um Certo Olhar. Trata-se da estreia da roteirista Ida Panahandeh na direção e ela não faz feio.

Aqui, Ida conta a história da personagem-título, jovem divorciada tentando criar o filho adolescente com dignidade. A situação não está a seu favor. O trabalho como digitadora não dá para o aluguel, o filho rebelde negligencia a escola paga e o ex-marido, um viciado em jogos e drogas, não larga do seu pé. Para piorar as coisas, ela vive um casamento às escondidas com Mas’ood (Pejman Bazghi). Do contrário, ela perde a guarda do filho. É a lei.

“Deus está do meu lado!”, provoca o ex-cônjuge.

Independência social
Não é a primeira vez que o cinema iraniano faz uso das telonas para denunciar essa triste realidade do país. Em 2012, por exemplo, o acachapante “A Separação”, de Asghar Farhadi, simplesmente levou o Oscar de melhor filme estrangeiro sobre a trágica, humilhante e desgastante história do fim de um casamento. Mais do que justo, dado a urgência do tema.

Ao contrário do que possa aparecer, “Nahid – Amor e Liberdade” não é apenas mais um filme sobre mulheres oprimidas. É um filme sobre mulheres oprimidas pelo sistema, sim, mas lutando com dignidade por um lugar ao sol, enfim, em busca pela integridade e independência social com a cabeça erguida.

O interessante é que a estreante diretora Ida Panahandeh soube dosar bem esses dramas sociais de seu país sem apelar para o melodrama rasgado ou clichês sentimentais, mas dentro de uma trama sincera, sóbria, discreta e elegante. A reação do público diante desse filme-denúncia sem parecer protesto ou filme-protesto, sem parecer denúncia, é comovente.

Avaliação: Bom

Veja salas e horários de “Nahid — Amor e Liberdade”

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