Crítica: Megatubarão diverte ao juntar monstro gigante e Jason Statham

Astro dos filmes de ação enfrenta uma criatura marinha pré-histórica de 25 metros de comprimento

Warner Bros./DivulgaçãoWarner Bros./Divulgação

atualizado 09/08/2018 8:51

Megatubarão não dá descanso ao público. Apesar da duração até certo ponto dilatada (113 minutos), o filme sempre arruma maneiras criativas e absurdas de manter os personagens na água, criando até mesmo um acidente de helicóptero que culmina num navio em chamas. Conseguirá Jason Statham nos salvar do Megalodonte, o tubarão pré-histórico que protagoniza a história?

Diretor de longas tão variados quanto Jamaica Abaixo de Zero (1993), Enquanto Você Dormia (1995) e a franquia A Lenda do Tesouro Perdido, Jon Turteltaub faz o que se espera de um filme de monstro estrelado por um astro de ação especialista em viver heróis canastrões: diversão despreocupada, com humor fanfarrão de sobra e um punhado de cenas bem construídas.

A traminha de superação envolve o retorno de Jonas Taylor aos mergulhos em águas profundas. Tratado como louco, ele perdeu tudo e se refugiou na Tailândia após um resgate traumático. Em um submarino acossado por uma criatura colossal, não identificada, viu-se obrigado a fechar a escotilha e salvar quem pudesse. Deixou amigos para trás e repassa essas imagens diariamente.

Cinco anos depois, Taylor larga sua vida de conforto boêmio – bebe cerveja o dia inteiro – quando o respeitado oceanógrafo chinês Zhang (Winston Chao) o procura com uma missão encardida: salvar três pesquisadores, incluindo Lori (Jessica McNamee), ex-mulher de Taylor, presos a mais de 10km de profundidade, no Oceano Pacífico.

Lá, obviamente, nosso herói reencontra o Megalodonte. O vai e vem de submarinos científicos acaba modificando a temperatura da água e atrai para perto da superfície o tubarão de 25 metros de comprimento.

Enquanto o bilionário Morris (Rainn Wilson, o Dwight da série The Office), financiador do centro de pesquisa de Zhang, só pensa em novas possibilidades de lucro, Taylor ativa seu modo Schwarzenegger de Predador (1987) ao contar e repetir seu plano: rastrear a criatura e eliminá-la.

As sequências de ação inundam o filme de suspense a ajudam a criar uma atmosfera de expectativa e tensão. Da tentativa de Suyin (Bingbing Li), filha de Zhang que troca flertes com Taylor, de envenenar o bicho a bordo de uma gaiola de policarbonato reforçado a uma cena de multidão em praia turística lotada de banhistas.

O humor do filme não se limita a tiradas de roteiro, mas também articula sacadas visuais: um proposital momento gratuito de Statham sem camisa diante de Suyin – vale lembrar que a franquia Velozes e Furiosos faz tremendo sucesso na Ásia –, jogo de escala com um cachorro fugindo do Mega e Taylor nadando no oceano enquanto canta Just Keep Swimming, musiquinha de Dory no desenho Procurando Nemo (2003).

Não se trata de um filme memorável ou algo do tipo, mas um produto espirituoso e eficiente no que se propõe. Além do mais, faz um contraste interessante com outro filme de tubarão lançado em 2018, o drama de sobrevivência Medo Profundo.

Avaliação: Bom

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