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Cinema

Crítica: Matrix Resurrections traz mais do mesmo, mas é nostalgia pura

O quarto filme da sequência, lançado 18 anos depois da trilogia original, traz de volta a história de Neo, Trinity, Morpheus e Agente Smith

21/12/2021 17:57
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Cena colorida do filme Matrix 4 Resurrections - Metrópoles

Em 2021, 18 anos depois do término da trilogia Matrix, Lana Wachowski brindou os fãs da saga com mais um longa da sequência. Após marcar toda uma geração, o quarto filme do universo, intitulado com Resurrections, propôs uma nova fotografia, novos personagens, mas manteve muitas tradições das produções anteriores. A obra estreia, nesta quarta-feira (22/12), nos cinemas de todo o país.

Keanu Reeves voltou a ser Thomas Anderson, ou melhor, Neo e Carrie-Anne Moss interpretou Trinity. A grande falta foi Laurence Fishburne, o eterno Morpheus, que foi substituído por Yahya Abdul-Mateen II. Neil Patrick Harris e Jessica Henwick entraram, com maestria, entre os protagonistas da saga. Essa última ainda recusou um papel em Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis para entrar no mundo tecnológico de Matrix.

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Matrix: Resurrections
Matrix: Resurrections
O longa é o quarto filme da franquia
Matrix: Resurrections
A atriz Carrie-Anne Moss
Matrix Resurrections
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Matrix Resurrections

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O longa é o quarto filme da franquia
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O longa é o quarto filme da franquia

Warner Bros./Divulgação
Matrix: Resurrections
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Matrix: Resurrections

Reprodução/Warner
A atriz Carrie-Anne Moss
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A atriz Carrie-Anne Moss

Jessica Henwick vive Bugs em Matrix 4
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Jessica Henwick vive Bugs em Matrix 4

Yahya Abdul-Mateen II vive Morpheus em Matrix 4
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Yahya Abdul-Mateen II vive Morpheus em Matrix 4

Neil Patrick Harris
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Neil Patrick Harris

Antes da crítica, vale a pena lembrar a sinopse do filme. “Em um mundo de duas realidades — a vida cotidiana e o que está por trás dela — Thomas Anderson terá que escolher seguir o coelho branco mais uma vez. A escolha, embora seja uma ilusão, ainda é a única maneira de entrar ou sair da Matrix, que é mais forte, mais segura e mais perigosa do que nunca”.

A trama é bem desenvolvida, apesar de trazer mais do mesmo, e promete muita nostalgia para os fãs da trilogia. É assim, por exemplo, que o filme começa. Esse sentimento já aparece logo na abertura deste novo longa. De cara, já introduz Bugs, personagens principais dessa nova história. O enredo caminha da mesma maneira que os antigos, de maneira lenta, e demora para ganhar a sua característica única.

Bem característico dos filmes do Matrix, o Bullet Time — cena em câmera lenta no qual os tiros passam devagar e criam grande confusão entre os personagens do mundo real e virtual—, está presente na trama. Ele se une à quebra da quarta parede e à metalinguagem, que busca colocar o espectador ainda mais dentro do mundo hacker proposto por Lana Wachowski.


A diretora mudou um pouco o seu estilo para esse novo longa. O tom esverdeado evidenciado pelos símbolos do filme dá lugar a uma cor mais azulada. O tão sério mundo de Matrix também recebeu uma pitada de humor em algumas cenas, nada exagerado, mas que vai fazer os espectadores darem algumas risadas no cinema.

Entretanto, a diretora fez questão de manter a essência do filme e dá match com as grandes características que tornaram aquele mundo tecnológico tão famoso e fácil de reconhecer.

Por se passar no mesmo universo, o longa acaba sendo “um pouco mais do mesmo”. O desenvolvimento da história se assemelha aos anteriores, pegando o seu DNA apenas em sua parte final. O confronto derradeiro, inclusive, é surpreendente e vai fazer com que os apaixonados por Matrix vibrem intensamente.

Avaliação: Bom