Crítica: “Lion” mira questões sociais, mas é dramalhão rasteiro
Indicado a seis estatuetas do Oscar, “Lion: Uma Jornada para Casa” acompanha um jovem que tenta reencontrar sua família na Índia
atualizado
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“Lion: Uma Jornada para Casa” parecer reunir todos os elementos de um filme que inspira indicações ao Oscar. No caso, o longa acumulou seis, incluindo presença na categoria principal.
Trata-se de uma narrativa baseada em história real, registrada antes em livro. Tem atores de calibre, como Dev Patel (“Quem Quer Ser um Milionário?”) e Nicole Kidman, ambos concorrentes à estatueta. E pretende guiar a atenção do público para uma questão social: o sumiço de milhares de crianças por ano na Índia.
Uma série de atributos, digamos, nobres. Mas nada disso faz de “Lion” um bom filme. Pelo contrário. É o mais fraco entre os nove indicados a melhor filme. Tudo porque Garth Davis, o diretor estreante em longas, adapta a história de Saroo da maneira mais rasteira possível.Drama social apoiado em clichês
O garotinho Saroo (Sunny Pawar) cresceu num município indiano distante dos grandes centros. Um dia, saiu com Guddu (Abhishek Bharate), irmão mais velho. Mas se perdeu dele numa estação de trem. Acabou vagando pelo país por longos meses.
Até que o casal Brierley (Nicole Kidman e David Wenham), da Austrália, surge para adotar Saroo. Ele cresce, mas segue perturbado pela distância da família. Mais velho (Dev Patel), estuda na universidade e namora uma americana (Rooney Mara). Ele decide dar uma pausa nas coisas para reencontrar seus laços de sangue na Índia.
A história é de redenção, mas “Lion” prefere atalhos fáceis: um roteiro primário, calculado para fazer o público chorar, trilha sonora “edificante” no volume máximo e uma falta de imaginação visual que só empobrece a narrativa. Sobra ar de importância social, mas falta o principal: cinema.
Avaliação: Ruim
Veja horários e salas de “Lion: Uma Jornada para Casa”.
