Crítica: “Assassino a Preço Fixo 2” tem Statham em missões impossíveis
Com escala de filme de espionagem, sequência do filme de 2011 volta a trazer Jason Statham no papel de um assassino profissional
atualizado
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Jason Statham se tornou o grande astro de filmes de ação na última década e meia. Chegou a ser comparado a Bruce Willis pelo jeito marrento, mas aos poucos passou a impor uma identidade própria com seu sotaque britânico, cara de mau e a habilidade nas cenas de porrada, perseguição e luta. “Assassino a Preço Fixo 2 – A Ressurreição” amplia de maneira impressionante a escala do primeiro filme. Mesmo assim, parece aquém das capacidades de seu ator principal.
Arthur Bishop não é tão casanova quanto James Bond, mas tem lá seus casinhos. Conhece os podres de uma dezena de figurões do crime, mas não tem o “compromisso público” de Jason Bourne. Bishop atuava como assassino profissional, foi dado como morto e começa o filme curtindo a vida no Rio de Janeiro.
Ele retorna à ativa numa trama das mais ambiciosas. Por terra, ar e mar, ele é forçado a cumprir missões impossíveis para Crain (Sam Hazeldine), antigo desafeto. Se refugar, verá Gina (Jessica Alba), sua nova paixão, ser executada. A moça saiu do exército para fundar um projeto social no Camboja. Caso Bishop falhe, as crianças carentes também morrerão.
Filme de ação fanfarrão, mas Statham subaproveitado
O alemão Dennis Gansel (“A Onda”) substitui Simon West na direção, drenando a solidão do primeiro filme em prol de uma produção de múltiplas locações e cenas de ação grandiosas. A proposta dá certo no quesito absurdismo, mas parece subaproveitar o talento de Statham para sequências de luta mais intimistas, com dublês e coreografias.
Bishop é forçado a procurar e matar três rivais de Crain em fortalezas inóspitas e superprotegidas: um lorde africano preso numa ilha cercada por tubarões na Malásia, um empresário encastelado num arranha-céu na Austrália e um traficante de armas refugiado na Bulgária. “Assassino a Preço Fixo 2” não esconde uma certa fanfarronice na maneira como assimila e explode clichês do gênero.
Junta o caráter anárquico dos assassinos profissionais com a verve romântica e cosmopolita dos filmes de espião. Aqui, nada supera um Tommy Lee Jones loiro posando de gângster no papel de um dos alvos de Bishop. Statham parece à vontade, mas já teve momentos melhores em longas como “Adrenalina” e “Carta Selvagem”.
Avaliação: Regular
Veja horários e salas de “Assassino a Preço Fixo 2 – A Ressurreição”.
