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Cinema

Crítica: "A Última Ressaca do Ano" apronta uma caótica festa na firma

Comédia com Jennifer Aniston e Jason Bateman, "A Última Ressaca do Ano" mostra uma festinha de escritório que periga sair do controle

08/12/2016 05:29
Paramount/Divulgação
Crítica: “A Última Ressaca do Ano” apronta uma caótica festa na firma

“A Última Ressaca do Ano” é mais uma comédia de farra que reúne alguns dos mesmos elementos de sempre. Bebedeira, piadinhas de duplo sentido e personagens perdendo a noção e os limites numa balada daquelas. Só que, dessa vez, a festinha é de Natal e no escritório da firma.

A presença de Jason Bateman e Jennifer Aniston deixa um ar de déjà vu: a dupla estrelou “Quero Matar Meu Chefe” (2011), filme que resgatou essa atmosfera de bomba-relógio das comédias de escritório. Teve até sequência em 2014, sem o mesmo sucesso.

Jennifer basicamente repete o papel de chefe durona. Faz Carol Vanstone, CEO da empresa de tecnologia Zenotek. Seu irmão mais novo, Clay (T.J. Miller), é o oposto: um eterno adolescente que herdou do pai a franquia mais forte da empresa, em Chicago.

Sobra farra, mas falta carisma
Quando Carol ameaça aplicar cortes de gastos e até demitir pessoal, Clay, Josh (Jason Bateman), seu braço direito, e Tracey (Olivia Munn), talentosa programadora, pretendem recuperar os lucros da maneira mais absurda possível. Dando uma grande festa de Natal para impressionar Walter Davis (Courtney B. Vance), representante de uma empresa que reluta em contratar a Zenotek.

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Os diretores Josh Gordon e Will Speck, que trabalharam com Jennifer e Bateman em “Coincidências do Amor” (2010), não conseguem transcender o que já é esperado desse tipo de comédia adulta. Sobram citações pop – a “Duro de Matar” e ao aplicativo Uber, por exemplo –, mas as tiradas quase nunca conversam organicamente com a trama. São personagens clamando por risadas, e só.

Apesar das relações abrasivas entre funcionários e chefes, a trama se resolve de um jeito banal, com direito a casaizinhos se formando no terceiro ato e ideias brotando no roteiro para salvar a pele dos envolvidos. Tudo muito comportado para uma comédia que promete um caos etílico fora do controle.

Avaliação: Regular

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