*
 

A brasiliense Isabela Torres nunca tinha pensado seriamente em atuar no cinema e na televisão até receber o convite para viver um papel no filme “As Duas Irenes”, do cineasta goiano Fábio Meira. A adolescente, na época com 16 anos, foi descoberta por acaso pela produção do filme.

Fiz um book em uma agência de modelos de Brasília e as fotos ficaram no site. O Fábio ficou impressionado com a semelhança física que tenho com a atriz Inês Peixoto, que vive minha mãe no longa, e me convidou para fazer um workshop de teatro em Goiânia, com mais 20 meninas."
Isabela Torres

Isabela foi selecionada junto com a também iniciante Priscila Bittencourt. Juntas, elas vivem uma situação inusitada na ficção ao descobrir que são meia-irmãs, fruto do relacionamento extraconjugal de seu pai, interpretado por Marco Ricca. Para deixar tudo ainda mais estranho, ambas foram batizadas com o mesmo nome, Irene.

O cineasta Fábio Meira se inspirou na história real de um homem com duas famílias e onze filhos, todos com os mesmos nomes para criar o roteiro da película. Vencida a estranheza inicial, a história dá lugar a uma relação de cumplicidade e descobertas juvenis vividas pelas duas Irenes.

“A preparação de elenco foi feita com a Verônica Veloso. Foi fundamental para entrarmos nas personagens. Fizemos muitos exercícios até nos familiarizarmos com o mundo dessas duas irmãs que vivem em uma cidadezinha de Goiás”, revela.

A empatia entre as duas intérpretes foi tão grande que ambas estabeleceram uma relação de simbiose perfeita. “O Fábio nunca nos deixou ler o roteiro. Recebíamos indicações sobre as cenas e na hora de filmar terminávamos dizendo as falas dos personagens”, revela a atriz, que viveu a primeira experiência de atuação.

A estreia da produção filmada em Pirenópolis aconteceu na mostra Generation do 67º Festival de Berlim, na Alemanha. “Foi tudo mágico e surpreendente. Nós duas concorremos na categoria de atriz revelação, distribuímos autógrafos e tiramos fotos. Deu muito orgulho apresentar o Cerrado, o Centro-Oeste do Brasil”, orgulha-se a atriz.

A película também esteve na seleção do Festival de Gramado, no Rio Grande do Sul, de onde saiu premiada com os Kikitos de melhor ator (Marco Ricca), melhor roteiro (Fábio Meira), direção de arte (Fernanda Carlucci) e prêmio da crítica.

Dois anos depois da seleção de elenco para o filme, Isabela gostou tanto da experiência que mudou-se recentemente para São Paulo, onde vive com o pai para seguir na carreira de atriz. Com 18 anos, está matriculada em uma escola de atuação enquanto pensa sobre o vestibular. “O bichinho do teatro me picou de verdade”, admite.

 

 

COMENTE

Pirenópolis (GO)as duas irenesfabio meiraisabela torres
comunicar erro à redação

Leia mais: Cinema