Cine PE 30 anos: confira a lista completa de premiados da 30ª edição
Festival de Audiovisual do Recife (PE) reuniu diversos filmes pernambucanos e nacionais
atualizado
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Recife (PE) – A 30ª edição do Cine PE chegou ao fim neste domingo (7/6), depois de uma semana dedicada a celebrar o cinema e o audiovisual pernambucano e brasileiro e as mais de três décadas de evento. A noite de encerramento contou com uma série de premiados: um suspense fantasmagórico do Distrito Federal (DF), um hilário documentário de Olinda (PE), um thriller de São Luís (MA) e uma ficção distópica carioca.
O evento também contou com homenagens a grandes nomes da indústria, como Claudia Abreu e os irmãos Gullane, além do idealizador do Cine PE, Alfredo Bertini, que morreu durante o festival devido a complicações de um transplante de fígado.
O filme mais premiado da noite foi o longa-metragem Mapas, do DF. A produção dirigida por Rafael Lobo, que traz uma leitura fantasmagórica às lendas da capital federal, recebeu ao todo cinco estatuetas Calunga: Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Montagem, Melhor Edição de Som e o Prêmio Especial do Público e Melhor Ator.
Confira a lista completa de premiados:
Outro filme que levou para casa um grande número de estatuetas foi o curta-metragem Mercado Central (MA), protagonizado, escrito e dirigido pela cineasta maranhense Tássia Dhur. Carinhosamente descrito pela crítica como “o filme mais esquisito do festival”, a produção arrebatou os prêmios de Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, o Prêmio Especial do Público e o da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine).
O hilário documentário Os Arcos Dourados de Olinda também foi aclamado. O curta-metragem venceu as categorias de Melhor Roteiro, Melhor Montagem e Melhor Filme.
Entre os longa-metragens, os destaques ficam para Resta Um, ficção científica com Caco Ciocler que marca a estreia de Fernando Ceylão como diretor; e A Fabulosa Máquina do Tempo, um documentário que nasce a partir da experiência de uma jornalista com crianças de um município do interior do Piauí que deixou a miséria a partir de projetos sociais.
30 anos de Cine PE
Em 2026, o Cine PE celebrou os 30 anos do festival, que serviu como marco da presença pernambucana no cinema nacional e internacional. Ao longo da edição, foram homenageados: a atriz Claudia Abreu, que estreou no cinema com o filme Tieta do Agreste (1996); os filmes Baile Perfumado (1996) e O Cangaceiro (1997), clássicos do cinema local; e os irmãos Caio e Fabiano Gullane, responsáveis por uma das maiores produtoras do audiovisual do país.
Por uma razão trágica, a trigésima edição também honrou o idealizador do festival, Alfredo Bertini. O economista e amante da sétima arte, que enfrentava um câncer, morreu na última quinta-feira (4/6) em consequência de um transplante realizado no dia anterior.
“Alfredo Bertini deixou uma trajetória consolidada na vida pública para se dedicar à construção de um projeto que mudaria para sempre a história do audiovisual pernambucano e nacional. Dessa coragem nasceu o CINE/PE, um festival que ajudou a revelar talentos, promover encontros e fortalecer o cinema brasileiro”, lamentou a equipe do Cine PE em comunicado nas redes sociais.
*A repórter viajou a convite do Cine PE.





















