Cannes: The History of Sound, de Oliver Hermanus

História de amor entre dois astros do momento tem tudo pra dar certo, exceto a narrativa.

atualizado

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Festival de Cannes/Divulgação
The History of Sound
1 de 1 The History of Sound - Foto: Festival de Cannes/Divulgação

A combinação dos atores Paul Mescal e Josh O´Connor em um filme romântico parece até proposta do algoritmo, levando em consideração o sucesso que eles tem feito na televisão e no cinema. Mescal foi parte integral da série Normal People e conquistou corações nos filmes Aftersun e Gladiador II. O´Connor viveu o Príncipe Charles na série The Crown e um profissional do tênis em Rivais. Vinte anos após O Segredo de Brokeback Mountain, que também contou com dois atores do momento, The History of Sound revive a ideia entre outro amor proibido nas montanhas rurais dos Estados Unidos. Lionel (Mescal) é um jovem de família rural com aptidões musicais. Ele tem perfeito controle da voz e ainda vê sons e músicas expressos visualmente, por uma condição chamada de sinestesia.

Uma bolsa de estudos leva Lionel para além das fazendas do Kentucky e, uma noite, ele é atraído por outro jovem, David (O’Connor), rico e urbano, que toca piano. É um match perfeito: Lionel cantando, e David tocando. Opostos se atraem, sendo o adolescente rural mais reservado e o cityboy bem descontraído e desenvolto. Não existe razão para não se unirem, exceto que o ano é 1917 e, bem, tem os costumes de época. Isso e a Primeira Guerra Mundial, que logo eclode. David entra pro exército e Lionel volta para a fazenda, ambos felizes por terem vivido algo juntos, porém tristes com a contemporaniedade.

David sobrevive à guerra e envia uma carta a Lionel, com um convite inusitado. É um projeto acadêmico, onde os dois percorrem o estado de Maine para gravar músicas locais, cantadas pelos habitantes destes lugares, antes que a modernidade os apague para sempre. Ansiando pelo reencontro, os dois acadêmicos–e o filme em que estão–passam tempos edênicos, colecionando músicas e personagens. Muita atenção é dada para seus métodos. O gravador, que usa cilindros de cera, fascina e causa estranheza.

A cisão entre Lionel e David se dá de repente, e presumimos ser por receio em assumirem a homossexualidade de maneira aberta. Sem sabermos exatamente o porquê, vemos apenas a decisão de David em fugir do homem por quem é apaixonado, e isso torna toda a tristeza do filme, do fim deste relacionamento, em algo triste por si só. Este amor gay precisa ser separado, mesmo que o roteiro não tenha justificação para isso. Tal roteiro deve vir de uma fonte literária, pois a história do filme se expande por longos anos. Só que a justificativa para a história que vemos, sem a vantagem de centenas de páginas de vida interior, não se apresenta.

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