Cannes: “Joueurs”, de Marie Monge

Excelente elenco escolhido pela diretora e fotografia memorável não superam roteiro fraco

atualizado

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Festival de Cannes/Divulgação
Joueurs
1 de 1 Joueurs - Foto: Festival de Cannes/Divulgação

Ella (Stacy Martin) é uma jovem mulher francesa confortável na vida que leva. Ela trabalha no bistrô do pai, mas não é uma mera funcionária. Gerente, sabe fazer o negócio rodar e comanda os funcionários. Um dia, o jovem Abel (Tahar Rahim) vem pedir um emprego como lavador de pratos. Desconfiada, Ella começa a duvidar do que ele lhe fala, mas a lábia é boa, e Abel já passa a primeira noite no restaurante. Na hora de fechar, de madrugada, ele furta o dinheiro do caixa e Ella o persegue até um clube de apostas underground. Lá, Abel consegue seduzí-la e iniciá-la no submundo.

Tahar Rahim e Stacy Martin são dois atores franceses bem interessantes, e a união dos dois, pela primeira vez na telona, cria a expectativa de algo poderoso, de faíscas, até, como o título em inglês sugere (“Treat Me Like Fire”, se traduz em algo como “trate-me como fogo”). Realmente, ambos entregam boas performances. Seus personagens, porém, não são nem minimamente interessantes.

O que a diretora Marie Monge investe em elenco e fotografia, ela negligencia em roteiro. A trama segue o passo-a-passo usual para filmes sobre vício. Abel e Ella vivem primeiro a lua-de-mel, de aventura e de tesão, e depois começam a pagar o preço do excesso. Abel não chega a ter um arco de personagem, e nunca sabemos o que se passa em sua cabeça. Ele é um enigma em que Ella, que realmente nos vemos se transformar, tem de confiar ou não.

No ambiente cultural atual, “Joueurs” é um belo exemplo do tipo de história aonde uma mulher, adulta e com vida já estabelecida, é vitimizada por um homem que ama. Sua insistência em ajudar Abel, é agoniante e tortuoso, o que rompe a torcida do espectador por ela. Claro que o enredo também explora o prazer gerado pelo vício, mas não é nada de novo. A diretora também poderia usar o filme para um retrato maior e mais profundo deste submundo, povoado em sua maioria (no filme) por estrangeiros. Seria algo arriscado, só que mais interessante.

Avaliação: Regular (2 estrelas)

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