Cannes: “Arctic”, de Joe Penna

Novo exemplo de “survival movie” situa um homem perdido no ártico que tenta retornar à civilização

atualizado

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Festival de Cannes/Divulgação
Arctic
1 de 1 Arctic - Foto: Festival de Cannes/Divulgação

Poucos atores internacionais conseguem carregar um filme inteiro nas costas hoje em dia. Mads Mikkelsen, o ator dinamarques que estourou no popular a partir de sua atuação como o vilão de “Cassino Royale”, primeiro filme de Daniel Craig como James Bond, está atuando praticamente sozinho no novo “Arctic”, do brasileiro radicado nos EUA Joe Penna. Interpretando Overgard, ele está mais que bom num filme que recheia o gênero survivalist, liderado por Tom Hanks em “Náufrago”, Robert Redford em “Quando Tudo Está Perdido” e James Franco em “127 Horas”.

Conhecemos Overgard no meio de seu calvário: sozinho na neve, ele habita um avião acidentado (a dica que ele era um tripulante é um crachá), maneja os equipamentos de pesca que ele implantou para se alimentar e confere a bateria de seu localizador, colocado no alto de uma pequena montanha. O dia é preenchido por esta rotina, que oscila entre uma real esperança de ser salvo com um método de manter o desespero à margem. De vez em quando, um enorme urso polar aparece para rondar o acampamento e roubar seus peixes.

“Arctic” tem uma variável interessante: o helicóptero de resgate cuja presença nutre as esperanças de Overgard aparece logo no começo. E prontamente cai durante uma pequena tempestade de neve. Em busca de sobreviventes e de um rádio funcional, o dinamarques, já preocupado com a própria sobrevivência, encontra uma mulher, pilota, desacordada, e é obrigado a protegê-la também. Sem esperança de um novo resgate, ele resolve que terá de caminhar até uma estação científica à quase uma maratona de distância.

O conflito desenhado pelo diretor, portanto, se desdobra em duas vertentes: a primeira é a travessia do território ártico inóspito e a segunda é o senso de responsabilidade que Overgard sente sobre a desacordada mulher (Maria Thelma Smáradóttir). Joe Penna, em sua estreia em longa-metragens, parece ter escolhido um projeto difícil de filmar. A câmera, sempre cuidadosa ao situar Mikkelsen na paisagem gélida, não permite a facilidade de uma filmagem em estúdio, e assim resta ao espectador imaginar a trabalheira diária de filmar em circunstâncias tão adversas.

YouTuber já famoso e estabelecido, Penna, estreia em Cannes como um diretor tecnicamente ambicioso e capaz. Como todos os outros filmes do gênero de “Arctic”, porém, a trama é um tanto previsível. Resta a ele levar seu primor técnico a um filme realmente inovador.

Avaliação: Regular (2 estrelas)

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