5 grandes filmes contemporâneos para serem vistos na mostra New Queer
Mostra dedicada a longas-metragens com temática de gênero começa nesta quarta (13), no Teatro da Caixa Cultural
atualizado
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Chegando à segunda edição, a mostra New Queer Cinema faz um recorte de filmes sobre diversidade de gênero realizados entre as décadas de 1990 e 2000. A programação ocupa o Teatro da Caixa Cultural a partir de quarta-feira (13/7) e segue até o dia 21 de julho.
Nesse período, mais do que qualquer outro na história do cinema, personagens gays, lésbicas e transgêneros assumiram o protagonismo de filmes diversos – do cenário independente americano ao concorrido circuito de festivais europeus e orientais.
É curioso notar como esse conjunto de longas-metragens acaba por representar algumas das melhoras obras dos últimos 20, 25 anos. Abaixo, listamos cinco grandes filmes para ver na mostra New Queer Cinema:

“Vive L’Amour” (1994), de Tsai Ming-liang
Cultuado diretor malaio de filmes como “O Buraco” (1998) e “Cães Errantes” (2013), o drama acompanha as histórias de três personagens que usam o mesmo apartamento para fins diversos. Eles não se conhecem e ali se refugiam para encontros amorosos e fugas do cotidiano. Venceu o Leão de Ouro no Festival de Veneza e popularizou de vez o cineasta.

“Tabu” (1999), de Nagisa Ôshima
Em seu último filme, o diretor de “O Império dos Sentidos” (1976) e “Furyo, em Nome da Honra” (1983) distorce as histórias de samurai ao narrar a trajetória de um guerreiro que desperta o desejo de integrantes da comunidade. Concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes e traz o ator-diretor Takeshi Kitano no papel de um dos líderes do grupo.

“O Pântano” (2001), de Lucrecia Martel
Durante um intenso verão argentino, duas famílias se juntam entre dias inteiros de calor, preguiça e tédio em quartos abafados ou à beira e uma piscina suja. É nesse microcosmo que a diretora Lucrecia Martel, sempre sutil, consegue filmar encontros ambíguos, gestos sugestivos e relacionamentos impróprios. Um dos grandes filmes latino-americanos da década de 2000.

“Elefante” (2003), de Gus Van Sant (foto no alto da página)
A obra-prima de Gus Van Sant parte do escabroso tiroteio de Columbine, em 1999, para retratar as perturbações da juventude americana por meio de hipnotizantes planos longos e um ar tão contemplativo quanto anticlimático. O prelúdio de uma tragédia. Raro caso de um filme que venceu a Palma de Ouro e o prêmio de direção em Cannes.

“Mal dos Trópicos” (2004), de Apichatpong Weerasethakul
Antes de ganhar a Palma de Ouro por “Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas” (2010), o tailandês rodou este romance entre um soldado e um trabalhador do campo. Com uma narrativa dividida em duas metades completamente distintas, o diretor acompanha tanto a história de amor quanto o folclore envolvendo o cabo e uma entidade xamânica.
New Queer Cinema – Segunda Onda
De 13/7 (quarta) a 21/7 (quinta), horários diversos. No Teatro da Caixa Cultural (Setor Bancário Sul, Quadra 4, Lotes 3/4, 3206-9448). R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia). À venda na bilheteria do teatro (terça a sexta e domingo, das 13h às 21h; sábado, das 9h às 21h). Programação completa no site oficial. A classificação indicativa varia de acordo com os filmes.
