2015 em 10 filmes: os melhores lançamentos do ano, segundo o “Metrópoles”

De “Mad Max – Estrada da Fúria” a “Adeus à Linguagem”, veja quais são os 10 longas favoritos da equipe de Entretenimento do site

atualizado

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Warner Bros./Divulgação
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1 de 1 Warner Bros./Divulgação - Foto: Warner Bros./Divulgação

É sempre difícil (e arriscado) extrair tendências que permearam um ano inteiro de lançamentos nos cinemas. Mas certos elementos em comum valem uma reflexão. Questões de identidade negra, social e feminina estiveram presentes até mesmo nos produtos mais vistos da temporada – caso de “Star Wars – O Despertar da Força”, protagonizado por uma mulher e um negro.

Outros lançamentos também trataram desses temas com vigor e uma intensa articulação entre gêneros dramáticos: o brasiliense “Branco Sai, Preto Fica” e os dramas históricos “Selma – Uma Luta pela Igualdade” e “As Sufragistas” (lançamento previsto para 24/12). Filme nacional mais comentado de 2015, “Que Horas Ela Volta?” lança um novo olhar sobre as desigualdades sociais no país a partir das relações entre patrão e empregado.

O blockbuster “Mad Max – Estrada Fúria” também veio para mudar o foco do heroísmo em Hollywood: o personagem-título mal sabe falar o próprio nome, enquanto a Imperatriz Furiosa surge como futuro da humanidade num mundo desértico e brutal. Nas demais escolhas, prevaleceu a autoria de grandes diretores, como Godard (“Adeus à Linguagem”), Spielberg (“Ponte dos Espiões”) e Michael Mann (“Hacker”).

Confira os 10 melhores filmes de 2015 segundo a equipe do Metrópoles – em ordem alfabética:

“Adeus à Linguagem”
Com a mesma inquietação filosófica de trabalhos recentes, como “Filme Socialismo” (2010), Jean-Luc Godard dá outro sentido ao 3D. A partir de um homem, uma mulher e um cachorro, o diretor debate a linguagem – ou a ausência dela – em choque com necessidades tão humanas – do amor à fisiologia.

https://youtu.be/UHwPiryV6Mw

“Branco Sai, Preto Fica”
Vencedor do Festival de Brasília em 2014, o longa do ceilandense Adirley Queirós mistura ficção científica e documentário para falar sobre violência policial, racismo e o embate (velado) entre centro x periferia. Eis um filme que ousa relativizar e desmontar a romântica utopia plano-pilotense.

“Corrente do Mal”
Em ano bom para o terror (“Amizade Desfeita”, “Exorcistas do Vaticano”, “A Visita”), o melhor do gênero releu a clássica fábula suburbana de sexo e punição. Reverente ao mestre John Carpenter, David Robert Mitchell trocou sustos fáceis por ambientação desnorteante, tão oitentista quanto atual.

“Divertida Mente”
Todo construído a partir das emoções de uma garota de 11 anos, a animação da Pixar mostra que o estúdio parece ter se recuperado após filmes pouco inspirados – “Carros 2” (2011), “Valente” (2012) e “Universidade Monstros” (2013). Quem viu certamente não consegue parar de pensar em Bing Bong.

“Hacker”
Subestimado até pela Universal, que lançou o filme direto em DVD/Blu-ray no Brasil por causa do fracasso de bilheteria nos EUA, o mais recente trabalho de Michael Mann envolve um hacker contratado para desmontar uma rede criminosa internacional. A delirante fotografia digital é mais um belo feito do diretor de “Inimigos Públicos” (2009) e “Miami Vice” (2006).

“Mad Max – Estrada da Fúria”
George Miller resgatou a franquia da maneira mais absurda, febril e revolucionária possível: relegou Max (Tom Hardy) a coadjuvante e entregou este western pós-apocalíptico para as mãos da Imperatriz Furiosa (Charlize Theron). Filme mais divertido – e feminista – do ano.

“Ponte dos Espiões”
Com uma certeira ambientação de época e o humanismo romântico de sempre, Spielberg retornou aos tempos da Guerra Fria para narrar a saga de um advogado honesto: ele defende um espião soviético em troca de dois americanos capturados na Europa. Um filme digno da Hollywood clássica dos anos 1950.

“Que Horas Ela Volta?”
Filme nacional mais elogiado desde “O Som ao Redor” (2012), o drama de Anna Muylaert trata de temas urgentes: a disparidade de classes escondida pelas relações sempre problemáticas entre patrão e empregado e a ocupação de espaços sociais (físicos e simbólicos) no cinema brasileiro.

“Selma – Uma Luta pela Igualdade”
Vencedor do Oscar de melhor canção (“Glory”, de John Legend e Common), o drama histórico revisita a marcha de Martin Luther King e milhares de ativistas entre Selma e Montgomery, no estado de Alabama, em 1965. Os protestos marcaram a luta pela igualdade racial e pelo direito dos negros ao voto.

“As Sufragistas”
Estrelado por um talentoso elenco (Carey Mulligan, Helena Bonham Carter, Meryl Streep), o filme registra as primeiras lutas do movimento feminista, entre o fim do século 19 e o início do período seguinte. A direção é da britânica Sarah Gavron.

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