Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Entretenimento

Advogado explica por que pediu investigação contra mãe de Larissa Manoela

A mãe de Larissa Manoela, Silvana Taques, é investigada por intolerância religioso após chamar família de André Frambach de "macumbeira"

23/08/2023 14:56
Reprodução
Foto colorida de Larissa Manoela com a mãe - Metrópoles

Silvana Taques, mãe de Larissa Manoela, está sendo investigada por intolerância religiosa pela Polícia Civil do Rio e Janeiro. O inquérito foi aberto após a Comissão de Combate a Intolerância Religiosa apresentar uma notícia-crime à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) com base em uma mensagem enviada por ela à filha.

No texto, Silvana usa termos ofensivos à religiões de matriz africana. “Esqueci de te desejar… que você tenha um ótimo natal aí com todos os guias dessa família macumbeira. kkkkkk”, escreveu ela como resposta a uma mensagem de Feliz Natal de Larissa. A família à qual ela se refere é a de André Frambach, noivo da artista. 

Advogado explica por que pediu investigação contra mãe de Larissa Manoela - destaque galeria
7 imagens
Silvana Taques e Larissa Manoela
Larissa Manoela
Larissa Manoela e os pais
Larissa Manoela
André Luiz Frambach e Larissa Manoela
Larissa Manoela
1 de 7

Larissa Manoela

Mauricio Santana/Getty Images
Silvana Taques e Larissa Manoela
2 de 7

Silvana Taques e Larissa Manoela

Reprodução
Larissa Manoela
3 de 7

Larissa Manoela

Instagram/Reprodução
Larissa Manoela e os pais
4 de 7

Larissa Manoela e os pais

Instagram/Reprodução
Larissa Manoela
5 de 7

Larissa Manoela

Foto: Instagram/Reprodução
André Luiz Frambach e Larissa Manoela
6 de 7

André Luiz Frambach e Larissa Manoela

Reprodução/Instagram
Larissa Manoela
7 de 7

Larissa Manoela

Reprodução/Instagram

Ao Metrópoles, o advogado Carlos Nicodemos, que faz parte da comissão, detalhou que eles entraram com a ação porque consideram que a fala “viola o artigo 20 da lei 7.716/89, que é um crime de discriminação religiosa”. Ele explica ainda que agora a ex-empresária vai ser investigada sobre “contexto, circunstâncias e forma” que usou a “frase discriminatória”.

“As pessoas que ocupam uma função pública têm uma responsabilidade dobrada em cima daquilo que afirmam, inclusive publicamente, porque isso repercute, reverbera, influencia e cria um ambiente falso de tolerância. No caso que estamos falando aqui, não se permite não só por previsão legal, mas também por orientação da própria lógica do Estado Democrático de Direito”, detalha.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Entretenimento

Carlos Nicodemos defende ainda que é necessário levar falas como essa para a Justiça para garantir a liberdade religiosa. “O Estado brasileiro vive um momento em que formulou um conjunto de medidas normativas e políticas públicas de enfrentamento à intolerância religiosa. Não se permite mais nenhum tipo de intolerância, banalização, coisificação e discriminações que atentam contra uma religião.”