Adora Black, do DF, deixa o Drag Race como rainha da criatividade
Adora Black é destaque no Drag Race Brasil com criações autorais que unem brasilidade, humor, sofisticação e glamour
atualizado
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Eduardo Fernandes de Araújo, de 26 anos, é natural da Cidade Ocidental (GO), mas foi nas festas de Brasília que sua drag, Adora Black, ganhou projeção. Nesta quinta-feira (21/8), ela deixou a segunda temporada do Drag Race Brasil após uma trajetória marcada pela criatividade e excelência.
Com apenas dois anos de carreira, Adora se consagrou como destaque no elenco da competição. Em 2024, conquistou o título de Drag Revelação no Prêmio Jorge Lafond de Arte e Cultura. “E eu sempre ouvi que a minha arte precisava chegar em todos os cantos do Brasil”, relembra.
Na passarela do reality, sob os olhares de Grag Queen, Dudu Bertolini e Bruna Braga, a queen ouviu que protagonizou alguns dos momentos mais memoráveis da franquia brasileira, como quando apresentou um vestido que remetia a bolo de cenoura, ao Saci Pererê e até a um frango assado.
Fora do programa, sua reputação já vinha de trabalhos autorais, que vestiram nomes como Organzza, vencedora da primeira temporada. “Agora, pretendo lançar uma coleção”, projeta.
Altos e baixos
Toda a exaltação que recebeu pela criatividade na passarela se converteu em críticas no momento do improviso. Desde antes das gravações, Adora já sabia que a comédia seria um desafio. “Sabia que ia ser uma dificuldade porque seria o meu primeiro contato com a comédia num cenário onde já é muito estressante, a gente já fica muito abalado com tudo”, admite.
No quinto episódio, interpretou Linn da Quebrada em um jogo de imitação e improviso, mas as críticas foram duras e ela precisou dublar contra outra competidora para seguir na disputa.
“Mas eu estava pronto para passar por cima, entregar o que eu precisava entregar na medida do possível. Talvez, quem sabe, evoluir até nesse sentido da comédia para elevar mais a minha entrega, eu diria”, disse.
Com duas vitórias ao longo dos episódios, Adora se despede da competição após uma batalha de dublagens. Em frente à jurada convidada Clauda Raia, encarou a recifense Poseidon e a pernambucana Ruby Nox. Ao som de RuPaul, fez a apresentação de despedida na competição sob a canção que entoa: “Eu sou uma vencedora, meu bem”.

As palavras finais vieram com a marca registrada da artista, que costuma fazer trocadilhos com o próprio nome. “Espero que vocês tenham me adorado, tanto quanto eu adorei estar aqui”, se despediu. “Ajoelhem, pequem suas bíblias, que é hora da adoração.”
Futuro
Adora deixou a competição pouco antes da semifinal. Agora, o artista tem um objetivo bem definido: “Evoluir a minha drag”. A vida e a arte do jovem ultrapassaram as barreiras do quadradinho. Com o reconhecimento, veio a maior mudança na vida de Eduardo, que antes dividia a arte drag com outros trabalhos.
“Minha vida mudou bastante, porque agora eu consigo viver só da minha arte, viver de drag. Antes eu não conseguia, antes o que eu conseguia fazer com drag não pagava nem metade das minhas contas”, reflete.
No universo de Drag Race, competições como o All Stars e o Global All Stars reúnem participantes de destaque em temporadas anteriores. Depois de participar da competição, a artista se sente mais preparada e não fecha a porta para novas oportunidades.
“Participaria sim de um outro reality show. Talvez, agora mais preparada depois de ter tido a minha primeira experiência e um pouco mais de noção de como funcionam as coisas. Então, eu estou aberta a novos projetos e a crescer artisticamente”, revela.
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