Zona Verde: estacionamentos pagos devem gerar 9,3 mil empregos no DF

Diante do debate público, o governo também declarou que a concessão será dividida em lotes. Deputado distrital propôs plebiscito

atualizado 12/08/2020 21:38

Carros na ruaIgo Estrela/Metrópoles

O projeto da Zona Verde para implantação de estacionamentos rotativos em Brasília e no Sudoeste vai gerar 9,3 mil empregos indiretos. O secretário de Transporte e Mobilidade, Valter Casimiro, apresentou a projeção de geração de postos de trabalho em audiência pública remota promovida pela Câmara Legislativa do DF nesta quarta-feira (12/8).

Além das projeções de emprego, o chefe da pasta afirmou que o projeto está em fase de revisão. O Executivo local não pretende mais conceder o serviço para apenas uma empresa. Neste sentido, será dividido em lotes.

Casimiro também voltou a defender que o limite de vagas gratuitas para moradores de quadras residenciais poderá ser ampliado, especialmente nas 400, onde prédios não têm garagem. Pelo texto original, cada família teria a apenas uma unidade. Ele destacou, ainda, que a cobrança é uma tática a fim de evitar a invasão de motoristas que deveriam estacionar em quadras comercias.

Atualmente, os recursos arrecadados pelas concessões devem ser destinados para Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev), por força de lei proposta pelo ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB). O atual governo trabalha na redação de um projeto para mudar essa regra, destinando o dinheiro para um fundo com o objetivo de investir no transporte público.

Arrecadação

O GDF estima a arrecadação de R$ 1 bilhão em 2021, caso o projeto seja implementado. A princípio, 10% do valor arrecadado voltará para o DF. O Palácio do Buriti prevê o recolhimento médio de R$ 250 milhões, a partir do quarto ano de vigência.

“Considerando que diversas ações para a melhoria do sistema de mobilidade do Distrito Federal poderiam ser viabilizadas com os recursos oriundos do projeto Zona Verde, trazendo grandes benefícios aos usuários a à população em geral, estuda-se a proposição de novas medidas legislativas visando consolidar um entendimento que permita a destinação, mesmo que parcial, para essa finalidade”, argumentou Casimiro.

Veja o projeto original:

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Sugestões

A audiência pública remota foi proposta pelo deputado distrital Reginaldo Sardinha (Avante). Pelas contas do parlamentar, nas áreas residenciais, moradores com mais de  dois carros pagarão de R$ 516, por mês.

Sardinha também questionou a falta de isenção de motoristas de aplicativos, taxistas, por exemplo. “Nós temos o segundo tempo médio de espera por ônibus e Metrô do mundo”, alertou. Neste sentindo, o distrital planeja impor ao projeto um plebiscito público.

Anteriormente, o deputado Robério Negreiros (PSD) também fez sugestão de alterações no projeto.

Críticas

O projeto sofreu críticas de parte da população. Segundo a professora da Universidade de Brasília (UnB) Michelle Andrade, especialista em mobilidade, os investimentos para melhorias do transporte público devem começar antes da implantação da Zona Verde. Na avaliação da pesquisadora, o projeto tem capacidade de gerar impactos positivos, mas precisa de ajustes, sob risco de gerar mais problemas do que soluções.

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