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Distrito Federal

Zelador e morador de rua discutiram antes de espancamento na Asa Norte.

Zelador foi agredido na CLN 314 por volta das 3h30 e está internado em estado grave. O autor do ataque ainda não foi identificado

07/08/2026 11:23, atualizado 07/08/2026 12:00
Material cedido ao Metrópoles
Agressão zelador, Asa Norte

O zelador espancado em um prédio da Asa Norte (DF) na madrugada desta sexta-feira (7/8) discutiu com o homem em situação de rua momentos antes de ser espancado. Um vídeo obtido pelo Metrópoles mostra o agressor (de camisa camuflada) se aproximando do prédio. Ele aponta para dentro do imóvel, e após uma discussão faz um gesto ameaçando um soco. Em seguida, o zelador busca repelir o morador de rua. Ele leva a mão à cintura e faz um gesto para afastar o homem.

Veja

Horas depois, por volta das 3h30, o homem de camisa camuflada voltou ao prédio, localizado no Bloco A, da área comercial da 314 Norte, com um pedaço de madeira e espancou o zelador. A vítima, identificada como Vanderlei Souza Lima, 53 anos, teve traumatismo craniano (TCE) e foi internada em estado gravíssimo no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) após ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).

Segundo o IGES-DF, o homem foi submetido a uma cirurgia na cabeça no final da manhã desta sexta-feira.

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Entenda o caso

  • O zelador de um prédio na Asa Norte foi agredido a pauladas, na madrugada desta sexta-feira (7/8), por um homem em situação de rua;
  • O crime foi aconteceu no Bloco A, da área comercial da 314 Norte;
  • O autor das agressões, um homem com uma camisa camuflada, fugiu após agredir o zelador;
  • O segurança responsável pela vigilância da quadra tentou perseguir o autor mesmo após ter sido agredido, mas não conseguiu alcançá-lo;
  • A polícia tenta identificar e localizar o suspeito das agressões;
  • A vítima, identificada como Vanderlei Souza Lima, está em estado grave e intubada no Hospital de Base, com contusões na cabeça e diagnóstico de traumatismo craniano;
  • O caso é investigado pela 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), onde a ocorrência foi registrada como tentativa de homicídio.
Zelador e morador de rua discutiram antes de espancamento na Asa Norte - destaque galeria
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O zelador do prédio comercial foi agredido a pauladas. Em estado grave, ele foi intubado no Hospital de Base
Morador de rua foi flagrado com objeto perfurocortante durante discussão com zelador
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Morador de rua foi flagrado com objeto perfurocortante durante discussão com zelador

Material cedido ao Metrópoles
O zelador do prédio comercial foi agredido a pauladas. Em estado grave, ele foi intubado no Hospital de Base
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O zelador do prédio comercial foi agredido a pauladas. Em estado grave, ele foi intubado no Hospital de Base

Luis Fellype Rodrigues/Metrópoles

Insegurança na região

Moradores e comerciantes da região relatam medo e sensação de insegurança com o aumento dos casos de violência na região.

Uma mulher que trabalha na comercial e que não quis se identificar disse que o zelador já havia sido vítima de agressão de moradores de rua anteriormente. “Uma vez ele precisou correr para dentro do prédio porque um homem em situação de rua tentou jogar pedras nele. Os moradores de rua aqui da região não vão muito com a cara dele”, relatou.

Moradora da região, Maria Luiza Neves, de 23 anos, conta que passou a redobrar os cuidados ao circular pelas ruas. Segundo ela, a situação mudou principalmente nos últimos anos.

“Do ano passado para cá, aumentou muito a população de pessoas em situação de rua aqui na região. A nossa sensação de insegurança aumentou bastante. Além desse caso que aconteceu na madrugada, a gente também ouve outros relatos”, afirmou.

Síndico de um prédio da 314 Norte e morador da Asa Norte desde 2004, Reder Glauber Weyers, de 60 anos, afirma que percebeu um aumento significativo no número de pessoas em situação de rua desde 2020.

Segundo o morador, episódios de violência se tornaram comuns nas proximidades. “Sou síndico aqui do bloco e já teve casos de pessoas esfaqueadas de madrugada no bloco. A gente vê muito”, contou.

O síndico afirma que a sensação de insegurança faz com que os moradores mudem hábitos simples do dia a dia. Ele diz que, depois das 19h, evita sair a pé, mesmo quando precisa ir a locais próximos de casa. “Eu moro a 500 metros do supermercado e só vou de carro. Não existe mais tranquilidade”, afirmou.