Vítima do DF morta pelo marido atuava com políticas para mulheres

O corpo de Cilma da Cruz Galvão, 50 anos, foi encontrado pelo filho dela no apartamento onde morava com o suspeito, em Santa Maria

atualizado 04/10/2021 9:48

Sindiserviços-DF/Divulgação

A mulher esfaqueada e morta pelo marido na Quadra 203, no Setor Total Ville, em Santa Maria, nesse domingo (3/10), atuava como diretora de Políticas para Mulheres e Combate ao Racismo no Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio, Conservação, Trabalho Temporário, Prestação e Serviços Terceirizáveis no Distrito Federal (Sindserviço-DF).

Cilma da Cruz Galvão, 50 anos, foi encontrada por volta das 12h, sem vida, no apartamento onde morava com Evanildo das Neves da Hora, 37, conhecido pelos vizinhos como Baiano. O companheiro é o principal suspeito pelo assassinato da auxiliar de limpeza e segue foragido. As informações apuradas pela polícia apontam que o casal se relacionava há pouco mais de seis meses.

Um perfil de Cilma no site do Sindserviços descreve que a mulher era natural de Codó, no Maranhão (MA), e ingressou na direção da entidade em 2007. Ela era funcionária da empresa Ipanema. O texto a descreve como uma pessoa “atuante e representativa”, presença constante nos congressos da CUT Brasília (Cecut-DF) e do Congresso Nacional dos Trabalhadores das Áreas de Serviços e Comércio, promovido pela Contracs-CUT.

Em 2010, participou da Associação dos Moradores do Residencial Dom Bosco na Cidade Ocidental.

O crime

No domingo, o filho da vítima telefonou para a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) após tentar contato com a mãe diversas vezes. Como ela não atendia ao telefone, ele foi até o endereço e, ao arrombar a porta, encontrou a mulher morta. Quando o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) chegou ao local, ela apresentava rigidez cadavérica e perfurações pelo corpo.

De acordo com a PMDF, imagens de câmeras de segurança do condomínio flagraram o suspeito deixando o apartamento por volta da 1h30 de domingo, com uma mochila nas mãos. O caso é investigado pela 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria).

O velório e o sepultamento de Cilma ainda não foram programados.

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