Vídeo: youtuber fez vídeo andando de Opala com amigo antes de sequestrá-lo

Rodrigão, como é conhecido, é apontado como mentor do crime que acabou vitimando um colega e a mãe dele, uma senhora de 70 anos

atualizado

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O youtuber preso pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na última quinta-feira (23/7), por planejar e sequestrar o próprio amigo, fez vídeos andando de Opala com a vítima antes de sequestrá-la. Rodrigão (foto principal), como é conhecido, é apontado como mentor do crime que acabou vitimando o colega e a mãe dele, uma senhora de aproximadamente 70 anos.

A família teve que sair do país após o crime.

Rodrigo coleciona seguidores nas redes sociais. Mantém um canal no YouTube com 69,3 mil inscritos interessados em automóveis. No Instagram, ele tem 47,7 mil seguidores.

Nas gravações, fala sobre as características de cada veículo, dá dicas de manutenção e mostra os carros circulando em alta velocidade. O homem segue detido na carceragem da PCDF.

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A Delegacia de Repressão a Sequestro (DRS) da Polícia Civil do DF desvendou o crime, digno de roteiro de cinema. Segundo a investigação da PCDF, o youtuber é acusado de contratar dois capangas para cometer o sequestro. Ele teria ainda contado com a ajuda de um amigo hacker. O esquema foi desvendado pela Operação Muy Amigo, deflagrada por agentes da DRS.

Se aproveitando da intimidade que tinha com a família da vítima, Rodrigão passou a levantar informações a respeito do patrimônio do amigo e da mãe dele, ambos empresários.

O crime

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, a família anunciou a venda de um lote localizado no Lago Sul, bairro nobre da cidade. Foi aí que Rodrigo deu início à execução do crime.

O plano consistia em sequestrar o amigo e a mãe dele, forçando um deles a efetuar o pagamento do resgate para libertação do outro. O acusado, por conhecer as vítimas, atuaria somente nos bastidores, coordenando a ação criminosa.

Um parceiro do mentor da empreitada, especializado em tecnologia, fingiu ser corretor de imóveis, ligou para uma das vítimas e combinou um encontro para conhecer o lote, às 10h do dia seguinte, 3 de junho de 2020.

No horário combinado, mãe e filho chegaram ao local, onde o falso corretor os aguardava. Neste momento, ambos foram rendidos, com o uso de uma pistola, e levados para um veículo. Lá, estavam os dois comparsas, que efetivariam o sequestro e vigiariam o cativeiro.

Ao ser amarrada, a vítima mais jovem reagiu e tentou fugir. Foi então que o sequestrador decidiu levar também a mãe dele para o cativeiro. Os pertences das vítimas foram deixados em um lugar pré-combinado com o Rodrigão, que pegaria os objetos em seguida.

Um barraco na área rural de São Sebastião se tornou o cativeiro. As vítimas foram separadas e interrogadas exaustivamente, durante todo o dia, a respeito da capacidade financeira da família. O plano era libertar um dos dois, para providenciar o pagamento do resgate de quem fosse mantido refém.

Diante dos questionamentos, os sequestradores entenderam que o patrimônio da família estava concentrado em imóveis, o que impossibilitaria uma transação financeira de alto valor em um curto espaço de tempo. O objetivo do bando, segundo a PCDF, era manter o sequestro por, no máximo, dois dias.

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Barraco ficava em São Sebastião
Delegacia de Repressão a Sequestros atua no caso
Polícia Civil do DF trabalha com algumas linhas de investigação, a principal delas envolve subtração de incapaz
Na creche improvisada, ficavam crianças com menos de 3 anos de idade
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Cativeiro onde a família foi mantida refém
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Delegacia de Repressão a Sequestros atua no caso
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Delegacia de Repressão a Sequestros atua no caso

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Polícia Civil do DF trabalha com algumas linhas de investigação, a principal delas envolve subtração de incapaz
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Polícia Civil do DF trabalha com algumas linhas de investigação, a principal delas envolve subtração de incapaz

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Na creche improvisada, ficavam crianças com menos de 3 anos de idade
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Na creche improvisada, ficavam crianças com menos de 3 anos de idade

Rafaela Felicciano/Metrópoles
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Frustrados, Rodrigo e o amigo hacker decidiram libertar mãe e filho, por volta das 23h, dizendo que ligariam posteriormente para cobrar uma alta quantia em dinheiro, o que não ocorreu. As vítimas decidiram não registrar boletim de ocorrência, por medo, e optaram por deixar o país imediatamente, mas foram convencidas por um amigo a procurarem a DRS, que iniciou a investigação.

Repressão a Sequestro

Um dos suspeitos foi preso no dia 21 de julho. O youtuber e um dos sequestradores contratados por ele foram detidos dois dias depois.

Aos agentes, os suspeitos detidos apontaram o amigo da família como mentor de todo o sequestro. Ele, porém, nega a participação. Um quarto envolvido foi identificado, mas continuava foragido até a última atualização desta reportagem.

Com o desfecho da investigação, a família desistiu de sair do Brasil.

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