Vídeo: homem se desespera após cadela ser morta em operação da PCDF

Policiais teriam dado dois tiros no animal, em lote de morador no Condomínio Privê do Lago Norte II

atualizado 16/01/2021 14:13

CachorraArquivo Pessoal

O professor de educação física da rede pública Cláudio Álvares passou momentos de desespero na tarde de sexta-feira (15/1), quando sua cadela, a filhote Gatai, de 8 meses, foi morta com dois tiros. Ele diz que os responsáveis são policiais civis.

O docente estava em casa por volta das 17h, quando escutou um barulho no portão do seu terreno. Ele mora no condomínio Privê Lago Norte II. Cláudio saiu para verificar o que estava acontecendo e os animais correram na frente.

“Eu só escutei dois tiros. Aqui é como um morro, não dava para ver o que tinha acontecido. Achei que eram bandidos e voltei desesperadamente para chamar a minha esposa”, conta Cláudio.

Depois que a situação se acalmou, o professor decidiu verificar quem estava em sua propriedade, e se surpreendeu ao ver agentes da Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (Dema), da Polícia Civil e servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Quando viu que se tratava de policiais e não de bandidos, o professor se acalmou, mas continuou gravando. Ele ainda estava desconfiado por não ver a sua cachorra por perto. Em vários momentos questiona: “Vocês não atiraram na minha cachorra, né?”. Os agentes apenas pedem que ele traga a documentação do lote.

Quando Cláudio percebe que os policiais dispararam em Gatai, se desespera. O professor começa a gritar, a chorar, e os agentes não respondem o motivo pelo qual teriam matado a cachorra.

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“Despreparo”

Para o professor de educação física, os representantes da PCDF e do ICMBio agiram com total despreparo na abordagem à sua casa. “Para começar, eles nem trouxeram mandado para entrar na minha propriedade, mas mesmo assim invadiram chutando o portão”, acusa.

“Ninguém sabe explicar, nem o delegado sabia o que tinha acontecido. Ele pediu desculpas na hora, para tentar consertar a merda que tinha acontecido, mas não tem justificativa”, protesta Cláudio.

O motivo da ação, segundo o docente, é que o Privê do Lago Norte II ainda não é regularizado. No entanto, continua o professor, o condomínio teria uma liminar autorizando a ocupação dos moradores.

“Eles não podem fazer nada com nenhum dos moradores a não ser que notifiquem por escrito antes de qualquer operação”, explicou Cláudio.

Procurada, a Polícia Civil afirmou que “não haverá manifestação da instituição sobre o caso antes do término das apurações”.​

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