Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

Vídeo: após promessa descumprida, distrital vira chacota no zap

Jorge Vianna prometeu aos servidores da Saúde que a incorporação da Gata seria concretizada em janeiro, o que não aconteceu

18/02/2020 17:02, atualizado 18/02/2020 17:44
JP Rodrigues/Metrópoles
Vídeo: após promessa descumprida, distrital vira chacota no zap

Um vídeo compartilhado em grupos de servidores da Secretaria de Saúde do DF satiriza o deputado distrital Jorge Vianna (Podemos) pelo fato de ele ter declarado, em vídeo, que a última parcela da Gratificação de Atividade Técnica-administrativa (Gata) seria incorporada ao contracheque da categoria no mês de janeiro.

O mês acabou, a reivindicação não saiu e o parlamentar acabou virando alvo de críticas da classe.

Em novembro de 2019, a coluna Janela Indiscreta revelou que o governador Ibaneis Rocha (MDB) havia determinado que o cálculo para o impacto do retroativo do benefício nos cofres públicos fosse realizado em janeiro para depois ser autorizado o pagamento, de acordo com a viabilidade orçamentária.

A notícia chegou a ser repelida pelo parlamentar no plenário da Câmara Legislativa (CLDF). À época, Vianna disse ter a garantia de que a promessa do Governo do Distrito Federal (GDF) seria a incorporação no primeiro mês do ano, o que não se concretizou.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF

No vídeo, produzido em formato de remix, o deputado aparece repetindo a declaração de que o pagamento ocorreria logo no início do ano. O material motivou discussões da categoria no WhatsApp: “Uai, não era para ter sido em janeiro? Esse nunca me enganou, gosta de se dar bem sempre, mas agora ficou feio, viu?”, comentou um dos participantes. “Palhaçada isso”, criticou outro internauta.

Veja o vídeo:

Veja os comentários:

Vídeo: após promessa descumprida, distrital vira chacota no zap - destaque galeria
2 imagens
Vídeo: após promessa descumprida, distrital vira chacota no zap - imagem 2
Vídeo: após promessa descumprida, distrital vira chacota no zap - imagem 1
1 de 2

Reprodução / WhatsApp
Vídeo: após promessa descumprida, distrital vira chacota no zap - imagem 2
2 de 2

Reprodução / WhatsApp

O outro lado

A coluna procurou o distrital Jorge Vianna para comentar sobre a peça disparada na internet. O parlamentar disse que usaram as declarações dele com “má-fé” e ainda pontuou que o material foi “editado”.

“O que a gente vê de primeira é que o vídeo está todo editado. Acabei sendo cobrado pelo pessoal porque eu fui o porta-voz do governador Ibaneis sobre o tema. Depois de participar das reuniões com a equipe econômica do DF, fui induzido a transmitir uma informação que não aconteceu. Estamos no início do ano ainda e acho razoável que o pagamento ainda saia. Tentam, agora, desvirtuar o que eu disse. Fui porta-voz e estou pagando por ter transmitido uma informação que ainda não se confirmou. Mas continuamos aguardando”, destacou.

Ao Metrópoles, a Secretaria de Economia reafirmou que segue analisando o impacto da medida e a forma que caberá no orçamento do Governo do Distrito Federal (GDF). “Assim que for finalizada, a proposta será apresentada aos representantes dos servidores após anos de descaso de governos anteriores com essa categoria”, frisou a pasta em nota.

Ainda segundo o texto, as diretorias dos sindicatos da Saúde e o próprio parlamentar estão “em constantes diálogos com o GDF e a equipe econômica para agilizar as tratativas”.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Gratificação

A Gata foi instituída por meio de uma lei distrital de 2004 e é destinada a técnicos e auxiliares da Secretaria de Saúde. Em 2012, o benefício foi extinto e, desde então, diversos servidores lutam na Justiça para conseguir os valores retroativos.

Durante a gestão de Agnelo Queiroz (PT), o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde (SindSaúde) conseguiu aprovar na Câmara Legislativa uma nova lei que reuniu todas as gratificações da categoria em uma só e a incorporou ao salário. No entanto, a norma não foi cumprida no governo de Rodrigo Rollemberg (PSB).