
Veras diz que fará "mandato de resistência" se Flávio for eleito presidente.
O deputado federal Reginaldo Veras (PV-DF) disse que sua postura em 2027 dependerá do resultado no segundo turno das eleições

Reeleito para o segundo mandato como deputado federal, com 43.179 votos, Reginaldo Veras (PV-DF) disse que o rumo de sua próxima legislatura vai depender da “conjuntura política” que será formada.
“Se tivermos o presidente Lula, vamos dar continuidade ao trabalho que fazemos. Se Flávio Bolsonaro for eleito, faremos um mandato de resistência no Congresso Nacional. A gente tem que ser camaleão, se adequando à realidade e ao contexto político apresentado, até porque o cenário que se apresentou no primeiro turno, é de um predomínio bem grande da extrema direita, da direita e do centro”, observou.
Veras também diz se preocupar com a questão ambiental diante da nova composição no parlamento. “Com esse Congresso que foi constituído, esperamos que a ‘porteira volte a abrir’ para o agronegócio e para a ausência de licenciamento ambiental”, alertou.

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Ver todasAlém disso, o deputado disse que quer combater, “com veemência”, qualquer tentativa de reforma administrativa, trabalhista ou previdenciária. “Ele [Flávio] fala em ajustes fiscais e sobre cortar gastos, mas isso vai ocorrer justamente contra o trabalhador, os programas sociais e os servidores públicos”, avaliou
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFQuestionado sobre a ausência de mulheres eleitas para a Câmara dos Deputados pelo DF, o parlamentar classificou a situação como “péssima”.
“52% da nossa população é composta por mulheres, sem nenhuma representação na Câmara dos Deputados. Já era uma representação pífia, quando eram duas (mulheres). Isso é muito ruim e mostra que as mulheres precisam participar da política defendendo as causas femininas”, lamentou.
“Defendo a tese de que, em todo o legislativo brasileiro, metade das vagas sejam das mulheres e a outra de homens. Mas isso teria que passar pelo Congresso que, atualmente, é composto em sua grande maioria por homens, muitos deles machistas”, acrescentou Veras.
Segundo turno no DF
Sobre o desempenho de Leandro Grass (PT) no primeiro turno, o deputado disse que “já foi uma grande conquista” ir para o segundo turno.
“Só que, assim como no futebol, na política ‘o jogo só acaba quando termina’. Na política, existe muito disso, viradas de jogo absolutamente fantásticas. Se aparecer algo sobre o escândalo do Banco Master, claro que terá impacto direto nas urnas. Fora isso, a nossa militância tem que ir para as ruas e mostrar que esse governo é a continuidade de Ibaneis”, comentou.
Veras também opinou sobre a troca de partido feita por Grass e se isso pode ter atrapalhado seu desempenho no primeiro turno. “Primeiro, é óbvio que o PT tem forte rejeição no Distrito Federal. Por outro lado, não existe militância de rua mais aguerrida do que a do PT. Quando ela é chamada e abraça um candidato, ela faz a diferença. Isso ocorreu na candidatura do Grass. Todos estão indo para a rua. Então, ele vai crescer e tenho convicção de que a gente vai vencer essa eleição”, cravou.
