Vendas em novo bairro atrás da antiga Rodoferroviária começam em 2021

Governador Ibaneis Rocha fez a previsão após entregar documento técnico de uso e ocupação do solo ao Exército, proprietário do terreno

atualizado 12/08/2020 13:24

Novo bairro do Distrito Federal entre a Rodoferroviária e a estruturalRafaela Felicciano/Metrópoles

O Governo do Distrito Federal (GDF) entregou ao Exército, na manhã desta quarta-feira (12/8), o documento técnico e econômico que aborda as principais questões de uso e ocupação do solo daquele que será o último bairro dentro da área do Plano Piloto, próximo da antiga rodoferroviária. Segundo o governador Ibaneis Rocha (MDB), as vendas dos terrenos para a construção do novo bairro estão previstas para o início de 2021.

O master plan, como é chamado o documento, diz respeito ao parcelamento urbano do imóvel denominado Pátio Ferroviário de Brasília (PFB). A cerimônia, que teve início às 10h, ocorreu no salão de honra do gabinete do comandante do Exército, o general Edson Leal Pujol.

Veja imagens da área: 

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Questionado sobre o nome do novo bairro, Ibaneis não soube informar se já foi escolhido. “A expectativa, tirando todas as licenças, é que já no início do próximo ano comecem as vendas dos terrenos para que se iniciem as obras”, assinalou.

O terreno, de acordo com o governador, continua sendo propriedade do Exército, mas agora terá parceria do GDF na administração. “Inclusive as vendas serão feitas pela Terracap”, acrescentou ele.

Na saída do Quartel General do Exército, Ibaneis disse ao Metrópoles que a cerimônia – fechada à imprensa – “foi extremamente positiva”.

“É um trabalho que se iniciou no fim do ano passado. Há muitos anos existia a tentativa de criação desse novo bairro, e a Secretaria de Desenvolvimento Habitacional (Seduh) entrega hoje ao Exército Brasileiro esse que vai ser um dos bairros mais modernos do Distrito Federal. Então, a gente fica muito feliz com isso”, afirmou.

“Foi dito na cerimônia que é um ‘jogo de ganha-ganha’. Achamos uma área sujeita a pressões de invasão e agora vamos ter um bairro organizado”, completou o chefe do Executivo local.

Desestatização

O terreno pertence à força militar desde 2006. Em maio deste ano, um planejamento estratégico foi apresentado à União, com o intuito de promover o desenvolvimento da área e a desestatização.

Para fazer o empreendimento sair do papel, segundo o Exército, será preciso extinguir a atividade de operação de carga e descarga de minério (carvão de coque, bauxita e areia) que ainda está sendo executada no ramal ferroviário.

Conforme o governador do DF, no plano entregue na manhã desta quarta-feira (12/8), “há a promessa de se tirar essa rodoferroviária da maneira como ela existe hoje, carregando minérios, mas transformando em um trem urbano passando por vários locais”.

“Tudo isso está na ‘alça de mira’ do Exército Brasileiro e só quem ganha é a população do Distrito Federal”, ressaltou.

 

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