
Veja por cidade onde mais eleitores anularam seus votos para governador
Ceilândia e Samambaia, maiores colégios de Celina, tiveram maior taxa de nulidade. Asa Norte e Sul, onde Grass levou, tiveram menor taxa
06/10/2026 02:55

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontou que no Distrito Federal 89.910 pessoas anularam o voto na hora de escolher o governador, o que representa 4,95% do total de eleitores. A Justiça Eleitoral considera nulo o voto digitado com um número que não pertence a nenhum candidato.
Dentre as zonas eleitorais de Brasília, a de Ceilândia Norte foi a que registrou o maior número de votos nulos, com 6.511 — correspondendo a 7, 24% do total. Em seguida aparece Samambaia, com 6.083 nulidades, cerca de 6,76%. A terceira região com a maior quantidade de pessoas que optaram por anular a escolha foi Ceilândia Centro, com 5.621, o que representa 6,25% do eleitorado que também anulou.
Veja abaixo a relação quantidade de voto nulo por região administrativa
No dia 25 de outubro, o eleitor do DF terá um segundo turno para definir o próximo governador da capital. A escolha será entre a candidata à reeleição, Celina Leão (PP), que conquistou 825.530 votos e ficou com 49,93% do total, contra o candidato Leandro Grass (PT), que alcançou 569.930 votos e somou 34,47% dos votos.
Os dois maiores colégios eleitorais de Celina: Ceilândia Norte e Samambaia, foram também as zonas que mais tiveram um número de votos nulos. A atual governadora ficou a 168 votos para ganhar a eleição no primeiro turno.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFJá Asa Norte e Asa Sul tiveram a menor taxa de votos nulo — justamente nos dois únicos locais onde Grass saiu como vencedor nas urnas. A parte Norte teve 2.536 escolhas anuladas e a Sul 1.816, representando, respectivamente, 2,82% e 2,01%.

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Ver todasGrass afirmou que vai focar em ir atrás dos votos nulos no 2º turno
Nesta segunda-feira (5/10), Grass afirmou que pretende buscar os votos de eleitores que votaram em candidatos que não passaram para o segundo turno, além dos cidadãos indecisos e/ou que não foram às urnas. O candidato declarou ainda que pretende transformar a disputa pelo segundo turno em uma eleição de “união” dos eleitores que não escolheram Leão.
Ao analisar a ampliação do eleitorado para além da sua base, o petista também citou os eleitores que apoiaram José Roberto Arruda (PSD), que teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral antes do primeiro turno. Para Grass, parte desses votos representava uma rejeição ao atual governo e pode ser disputada nesta nova etapa da eleição: “Quem votou no Arruda é porque não queria a Celina”.
Celina Leão defendeu que não vai mudar estratégia para 2º turno
Sobre a campanha de primeiro turno, Celina Leão disse que fez o melhor que podia para alcançar eleitores e não mudará a estratégia no segundo turno. A candidata afirmou que vai tentar alcançar eleitores de outros candidatos do mesmo campo político, como Paula Belmonte e Kiko Caputo. Segundo Celina Leão, ela tem feito contato para pedir apoio e tentar atingir os votos que faltaram no primeiro turno.
Celina Leão disse que a campanha nesses próximos 20 dias deve continuar da mesma forma, com foco no enfrentamento dos problemas reais da população. A ideia também é alcançar aqueles que não deixaram de votar no primeiro turno.
Sequências próximas ao dos dois candidatos foram usadas para anular escolha
O TSE apontou que os números que mais foram apertados para anular foram “00”, seguido de “22”; “12”; “14” e “15”. Ao todo, 35.811 pessoas digitaram a sequência “00” para anular a escolha — o equivalente a 44,23% do total de votos nulos. Segundo o TSE, “00” é a combinação mais comum entre aqueles que escolhem anular o voto e, historicamente, também foi utilizada como forma de protesto contra candidatos ou contra a classe política em geral.
Outros números que também chamam atenção foram “12” e “14”. Ambos ficam próximos dos dois postulantes que se enfrentam no segundo turno: 13 de Grass e 11 de Celina. Na prática, os 5.796 eleitores que apertaram as sequências poderiam estar confusos com os algarismos utilizados pelos escolhidos ou anularam o voto de forma intencional.
Já o número “15” foi utilizado nas eleições de 2022 pela chapa do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) com Celina Leão. Cerca de 2 mil pessoas digitaram a sequência. O mesmo aconteceu com o “43”, utilizado na votação anterior por Grass e teclado por 296 eleitores de Brasília.



