UnB ocupa 7ª posição entre federais brasileiras em ranking britânico

Em avaliação anual, o Times Higher Education (THE) analisou universidades de economias emergentes em todo o mundo

atualizado 22/10/2021 9:17

Jardim na UnBRafaela Felicciano/Metrópoles

A Universidade de Brasília (UnB) aparece na sétima posição entre as 37 federais brasileiras avaliadas pelo Times Higher Education (THE) Emerging Economies 2022, divulgado nesta semana pela consultoria britânica. A UnB caiu uma posição em relação aos resultados dos últimos quatro anos. Na classificação geral, a Universidade saiu da faixa 201-250 para 301-350.

O THE Emerging Economies avalia instituições de países classificados pelo Grupo FTSE da Bolsa de Valores de Londres como “emergentes avançados”, “emergentes secundários” ou “fronteira”. O Brasil pertence ao primeiro grupo. São cinco eixos: Ensino, Pesquisa, Citações, Reconhecimento Internacional e Renda com a Indústria.

A UnB melhorou a nota em Renda com a Indústria.

“Dentro do cenário de cortes no orçamento do ensino superior e de desprestígio que tentam associar às universidades no Brasil, mantivemos um equilíbrio”, avaliou a reitora Márcia Abrahão. “Há também que se considerar que impactam no resultado final, neste ano, o maior número de universidades avaliadas e as pequenas variações em alguns dados, como citações e número de pesquisadores e estudantes estrangeiros”, acrescentou.

Os rankings do THE usam os mesmos indicadores de desempenho do World University Rankings para julgar as instituições, mas com diferentes pesos para refletir aspectos importantes para as universidades nas economias emergentes.

“Sem dúvida, é sempre bom melhorar posições nos rankings internacionais. Mas é preciso lembrar o olhar limitado de rankings internacionais para a realidade brasileira. Eles avaliam parâmetros que não são necessariamente os mais relevantes para o desenvolvimento do país, sendo parcela expressiva dos resultados associada a pesquisas de opinião”, ponderou a decana de Planejamento, Orçamento e Avaliação Institucional, Denise Imbroisi. “No caso de universidades públicas brasileiras, uma parcela substancial de nossas atividades, e que é um dos nossos pilares, a extensão, não é sequer contabilizada.”

Com informações da Universidade de Brasília

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