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A Universidade de Brasília (UnB) decretou luto de três dias pela morte de uma estudante de Ciências Sociais na tarde de segunda-feira (4/6). A jovem se jogou da caixa d’água do Bloco de Salas (BSA) do campus Darcy Ribeiro, na Asa Norte. Segundo testemunhas, bombeiros tentaram evitar que ela pulasse de uma altura de 15m, sem sucesso. A moça de 22 anos foi levada para o Instituto Hospital de Base (IHB), mas perdeu a vida a caminho da unidade de saúde.

No prédio onde aconteceu a tragédia, as aulas foram suspensas nessa segunda para que a perícia da Polícia Civil fosse feita no local. Mas nesta terça (5), a universidade retomou as atividades. Em nota, a reitoria da UnB registrou profundo pesar e informou que “vem prestando assistência à família da estudante nesse momento de dor”. Manifestou ainda solidariedade a todos que conheciam a estudante.

Conforme nota divulgada pelo Instituto de Ciências Sociais, toda comunidade “está mobilizada, triste e em consternação profunda”. “Pedimos que nos ajudem a cuidar, zelar e proteger a memória, a vida, a privacidade de nossa estudante e de seus familiares, assim como de nossas inquietações e dores tão intensas”, destacou.

No Facebook, a estudante chegou a manifestar, por diversas vezes, o desejo de tirar a própria vida. Uma das postagens mais recentes trazia um tom de despedida. Na publicação, a jovem disse: “Parabéns para vocês que ficam. Só os fortes sobrevivem aqui. Se sintam vitoriosos todos os dias”.

Em outra, pouco antes de se jogar, destacou: “Você não vai se encontrar na universidade. Você não vai finalmente ter amigos. Seu vazio não vai embora. Tudo vai ser igual, vai ser o mesmo, só que em outro ambiente e com outras obrigações. Você pode ir pro Japão, que nada vai mudar. Não tem como fugir de você mesma”.

 

Reprodução

Estudante se jogou de uma altura de 15m

 

Busque ajuda
O Metrópoles tem a política de publicar informações sobre casos de suicídio ou tentativas que ocorrem em locais públicos ou causam mobilização social. Isso porque é um tema debatido com muito cuidado pelas pessoas em geral.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o assunto não venha a público com frequência, para que o ato não seja estimulado. O silêncio, porém, camufla outro problema: a falta de conhecimento sobre o que, de fato, leva essas pessoas a se matarem.

Depressão, esquizofrenia e o uso de drogas ilícitas são os principais males identificados pelos médicos em um potencial suicida. Problemas que poderiam ser tratados e evitados em 90% dos casos, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria.

Está passando por um período difícil? O Centro de Valorização da Vida (CVV) pode te ajudar. A organização atua no apoio emocional e na prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e Skype 24 horas todos os dias.

 

Arte/Metrópoles

 

Disque 188
A cada mês, em média, 1 mil pessoas procuram ajuda no Centro de Valorização da Vida (CVV). São 33 casos por dia, ou mais de um por hora. Se não for tratada, a depressão pode levar a atitudes extremas.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada dia, 32 pessoas cometem suicídio no Brasil. Hoje, o CVV é um dos poucos serviços em Brasília no qual se pode encontrar ajuda de graça. Cerca de 50 voluntários atendem 24 horas por dia a quem precisa.

 

 

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