“Curva da morte” acumula acidentes entre a Estrutural e Vicente Pires

Moradores pedem obras ao DER-DF para evitar novos episódios. Nesta sexta (10/05/2019), três carros se chocaram em balão da via

Pedro Ventura/Agência BrasíliaPedro Ventura/Agência Brasília

atualizado 10/05/2019 22:04

Dois dias após o motociclista Leonardo Santiago da Silva, 42 anos, morrer em acidente de trânsito na Estrada Parque Vale (EPVL), na DF-087, a região voltou a registrar outra ocorrência, na manhã desta sexta-feira (10/05/2019). Desta vez, envolvendo três veículos. A batida resultou em danos materiais aos condutores envolvidos.

Segundo relatos de testemunhas, na noite de terça-feira (07/05/2019), Leonardo morreu após ser atingido por um Volkswagen Gol. O motorista do carro realizava manobra proibida no retorno improvisado construído na EPVL, em trecho que liga a Cidade Estrutural à Estrada Parque Taguatinga (EPTG), em frente ao Jóquei Clube de Brasília.

Após vários acidentes, moradores da região decidiram apelidar o local de “curva da morte”. Para o presidente da Associação de Moradores do Condomínio Jóquei Clube, José de Paula, 57, as autoridades já foram alertadas sobre o risco no trecho, mas ainda não tomaram iniciativas.

“Esse é um problema que começou no governo passado. Construiu-se uma nova marginal e, para ligar essa marginal, fizeram um retorno e depois construíram um balão em frente ao retorno. É uma incompetência enorme”, protestou o morador.

De acordo com José de Paula, o pedido dos residentes é para que haja um remanejamento do desvio pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF). “Como que alguém faz um retorno em frente a um balão? Os motoristas que usam esse trecho estão certos? Não, mas mesmo assim fazem. No ano passado, avisamos que era tragédia anunciada, e o DER-DF não está fazendo nada”, acrescentou.

“Vai morrer mais gente”
Moradora da Rua 1 do condomínio, Kamila Monteiros, 37, é outra a reclamar da insegurança na via. “É um caos, muito perigoso. Motoristas trafegando em alta velocidade e falta de sinalização contribuem para os acidentes ali, que já são muitos”, explicou a servidora pública ao Metrópoles.

Segundo ela, a obra no local foi mal feita. “É caótico, pois quem sai dos condomínios precisa ficar atento ao carro que vem da pista principal, e não consegue ver se tem carro retornando no balão”, reclamou .

Revoltado, o presidente da associação pretende organizar protesto para alertar os motoristas, uma vez que “não há sinalização suficiente”. “Vamos protestar, colocar faixas dizendo: ‘Cuidado, curva da morte’. O poder público precisa intervir, porque vai morrer mais gente ali”, completou de Paula.

Veja fotos do acidente que vitimou o motociclista Leonardo Santiago da Silva: 

“Falta de educação”
Procurado pela reportagem, o Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) atribuiu os perigos de acidentes graves à “falta de educação e conscientização dos motoristas”. Em nota, o órgão informou que, para evitar acidente como o de Leonardo, “existe um retorno (balão) que fica a 700 metros dali, que é o que os motoristas devem utilizar para acessar a marginal da via”.

O DER-DF negou construir um novo retorno no local, mas informou estar discutindo “junto à Gerência de Fiscalização de Trânsito o que poderá ser feito em relação a este retorno em frente a este acesso à marginal, já que a população ignora as leis, colocando em risco a vida dos moradores locais”.

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